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Angola e Portugal avaliam cooperação em Defesa e admitem alargamento ao domínio espacial

Angola e Portugal avaliaram esta semana, em Oeiras, Portugal, o actual Programa-Quadro de Cooperação no Domínio da Defesa 2022–2026, cuja execução já atingiu cerca de 70%, e manifestaram abertura para o alargamento da parceria ao domínio aeroespacial.

O balanço foi feito à margem da 21.ª Sessão da Comissão Mista de Defesa Portugal–Angola, que juntou o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria de Angola, general João Ernesto dos Santos, e o ministro da Defesa português, Nuno Melo.

No final do encontro, o governante angolano classificou a execução do programa bilateral como “bastante positiva”, sublinhando o nível de cooperação entre os dois ministérios e as respectivas Forças Armadas. Segundo João Ernesto dos Santos, estão em curso os trabalhos para a concretização integral das acções previstas até 2026, bem como a definição de novas linhas de cooperação para o período 2027–2030.

“Avaliamo-lo de forma positiva porque estamos a trabalhar em estreita colaboração para o fortalecimento permanente das relações existentes entre os Ministérios da Defesa de Angola e Portugal, incluindo as Forças Armadas”, afirmou.

Durante a reunião, o ministro português apresentou formalmente a proposta de alargamento da cooperação bilateral ao domínio espacial, até agora centrada nas componentes terrestre, naval e aérea. A iniciativa surge no contexto do investimento que Portugal tem vindo a realizar no sector aeroespacial, nomeadamente através do programa “Constelação do Atlântico”, voltado para a produção de satélites.

Além da componente espacial, os dois países analisaram áreas consideradas prioritárias no quadro da cooperação militar, como a saúde militar, a indústria de defesa, bem como a formação e o ensino de quadros angolanos em instituições portuguesas.

O encontro abordou ainda a preservação da memória histórica ligada à cooperação militar entre os dois países, incluindo o reconhecimento do contributo dos antigos combatentes africanos e a colaboração de Angola em processos de transladação de militares.

A Comissão Mista de Defesa reafirmou, assim, o compromisso de Angola e Portugal em aprofundar uma parceria estratégica no sector da Defesa, com perspectiva de expansão para novas áreas de interesse comum.

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