O Executivo apresentou uma estratégia para o desenvolvimento e uso dos recursos de gás natural, conforme o Plano Director do Gás Natural (PDG), publicado no Diário da República de 21 de Março.
O plano prevê um inventário dos recursos descobertos e prospectivos, o desenvolvimento de novas infra-estruturas e a expansão das existentes, com foco no fornecimento ao mercado interno e na integração regional na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O PDG define um roteiro para o crescimento da indústria de gás natural, com etapas sobre infra-estrutura, mercado, investimentos, financiamento, regulamentação, integração regional e estudo de referência global.
O plano prioriza quatro pilares: recursos de gás natural, infra-estrutura, mercado e investimentos.
O Executivo busca criar um ambiente de negócios que incentive o sector, alinhado ao Plano Nacional de Petróleo e Gás.
A expansão da cadeia de valor do gás natural visa aumentar a participação do recurso na matriz energética, reduzir a dependência de importações e fortalecer indústrias locais.
O plano inclui ainda o acesso à energia e a substituição de combustíveis poluentes por alternativas mais limpas.
Nos últimos 20 anos, ocorreram descobertas de petróleo com gás natural associado, como Girassol (1996) e Plutão (2002), consolidando Angola como o segundo maior produtor de petróleo da África.
A falta de infra-estrutura limitou o aproveitamento do gás, causando perdas económicas e danos ambientais.
A Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro, proibiu a queima de gás natural e determinou o aproveitamento obrigatório.
O projecto Angola LNG busca reduzir riscos ambientais e gerar receitas para o país.
Com uma população de 34 milhões de habitantes e previsão de alcançar 68 milhões até 2050, o aumento da procura por infra-estrutura, energia e alimentos exige um uso eficiente dos recursos energéticos.