Mercado & Finanças

Angola capta interesse privado em minerais estratégicos no ‘Mining Indaba 2026’

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, destacou o cumprimento dos objectivos traçados pela delegação angolana, na edição de 2026, do Mining Indaba. “Viemos com objectivos muito concretos, e grande parte deles foi cumprida. Queríamos captar novos investidores para minerais estratégicos e conseguimos fazê-lo”, afirmou o ministro. 

Angola regressou da edição de 2026 do Mining Indaba com sinais encorajadores quanto ao interesse de investidores internacionais no sector mineiro, após a participação na conferência realizada entre 8 e 11 de Fevereiro, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Entre as metas definidas pelo Executivo esteve a atracção de investimento para minerais críticos, com destaque para cobre e ouro, bem como a identificação de soluções para concessões já atribuídas a empresas angolanas com dificuldades na execução dos projectos.

Durante os dias de trabalho, Angola manteve reuniões bilaterais com grandes empresas da indústria, incluindo a Barrick Gold, no sector aurífero, e a BHP, no cobre — empresa que deixou o mercado angolano em 2008 e poderá regressar em breve.

Segundo o ministro, o panorama mineiro angolano evoluiu significativamente desde o início do mandato do Presidente João Lourenço. “Na altura havia apenas uma multinacional. Hoje temos empresas de referência como a Anglo American, Rio Tinto e Ivanhoe Mines, entre outras. O sector mineiro angolano é muito mais diversificado”, afirmou Diamantino Azevedo.

A participação angolana no maior evento mundial de investimento mineiro registou uma audiência recorde, reflectindo o crescente interesse internacional no potencial do país. Segundo o Ministério, a presença superou edições anteriores tanto em qualidade como em número de potenciais investidores.

O governante salientou ainda que o aumento de empresas angolanas presentes no evento contribui para melhorar a compreensão nacional sobre o funcionamento da indústria mineira global e reforçar a consolidação do sector.

Instituições e empresas públicas apresentaram potencial do país

Os principais protagonistas estatais do sector estiveram presentes na conferência, incluindo a Agência Nacional dos Recursos Minerais, a Endiama e a Sodiam, que apresentaram o potencial geológico do país e o ambiente de negócios.

Diamantino Azevedo apelou à participação empresarial internacional no sector: “Convidamos grandes e médias empresas a engajarem-se na mineração em Angola”.

Segundo o director nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, os investimentos no sector variam entre cinco e 10 milhões de dólares para pequenas operações, podendo ultrapassar os 300 milhões de dólares em projectos de maior dimensão.

Ouro ganha prioridade estratégica

O presidente da Endiama, José Ganga Júnior, destacou que o ouro se tornou um recurso prioritário para a empresa pública. Segundo o responsável, impulsionada por décadas de experiência nos diamantes, a Endiama está a expandir-se para outros recursos minerais, especialmente o ouro, como parte de uma estratégia de crescimento sustentável.

O gestor anunciou ainda a criação de condições para o início da refinação de ouro no país ainda este ano, reforçando a cadeia de valor nacional no sector mineiro.

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