Mercado & Finanças

Angola aposta em 2026 para transformar projectos petrolíferos em produção e impacto económico

O secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, afirmou que 2026 será um ano decisivo para o sector energético, marcado pela conversão de projectos em produção efectiva, durante a apresentação oficial da Angola Oil & Gas Conference 2026, realizada em Luanda.

Angola entra numa fase decisiva de crescimento e consolidação do sector petrolífero e do gás, com 2026 apontado como o ano-chave para transformar projectos em produção e em impacto económico real. A posição foi defendida pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, na apresentação oficial da Angola Oil & Gas Conference (AOG) 2026, que decorreu em Luanda.

“Já lançámos as bases, pelo que 2026 será o ano de converter projectos em produção e em impacto económico real”, afirmou José Barroso, citado em comunicado oficial, sublinhando que o país vive um momento de forte progresso nos segmentos de upstream e produção.

Entre os projectos estruturantes em curso, o governante destacou o Consórcio Novo Gás, que avança no desenvolvimento do primeiro projecto de gás não associado de Angola. No offshore, sobressaem os projectos Begonia e Agogo Integrated West Hub Development (IWH), operados, respectivamente, pela TotalEnergies Angola e pela Azul Energy, sendo que o projecto Agogo já atingiu marcos relevantes de execução.

José Barroso apontou ainda para o regresso significativo da exploração onshore, com aquisição sísmica e perfuração nos blocos do Baixo Congo e do Kwanza, criando oportunidades de produção e diversificação da base petrolífera nacional.

No segmento downstream, os investimentos estão a reforçar a oferta doméstica e a industrialização do sector, com destaque para a entrada em operação da Refinaria de Cabinda e para os avanços no projecto da Refinaria do Lobito, cujo início de produção está previsto para 2027. Estes projectos consolidam Angola como hub energético regional, enquanto evidenciam a necessidade de investimento contínuo.

Também citado no comunicado, o diretor da Angola Oil & Gas Conference, Luís Conde, sublinhou o papel estratégico do evento. “Este é um espaço para criar parcerias estratégicas, partilhar conhecimento e acelerar investimentos que vão definir o futuro energético de Angola nos próximos 50 anos”, afirmou.

Angola mantém, segundo os responsáveis, um ambiente de investimento competitivo e credível, capaz de atrair grandes operadores internacionais e novos investidores com capital, tecnologia e experiência. A ronda de licitações iniciada em 2025 disponibiliza novas concessões offshore nos blocos do Kwanza e Benguela, reforçando as oportunidades no sector.

Com uma carteira de projectos estimada em 70 mil milhões de dólares, regimes flexíveis para blocos, compromisso com a reabilitação de campos maduros e múltiplas oportunidades de parceria, Angola reafirma-se como um destino seguro e atractivo para o investimento petrolífero em África.

José Barroso concluiu afirmando que “o momento é de transformar recursos em produção, produção em receitas e receitas em desenvolvimento nacional”, assegurando que Angola “está aberta, pronta e com todas as condições para garantir investimentos sólidos e rentáveis”.

A Angola Oil & Gas Conference é a principal plataforma dedicada ao futuro do petróleo e gás no país, reunindo especialistas, investidores e decisores de todo o mundo. Em 2026, a conferência promete afirmar-se como um marco no sector energético africano, consolidando o papel de Angola como líder regional no mercado energético.

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