Com o financiamento angariado junto da Breega, Speedinvest, Double Feather Partners e 4DX Ventures, a empresa angolana tornou-se a primeira startup do país em operação e a primeira do espaço lusófono a conseguir angariar capital de risco de um consórcio internacional que junta investidores de França, Áustria, Japão e Estados Unidos.
A startup quer mostrar “que é possível recolher a atenção e a confiança de investidores de referência”, sublinhou Emerson Kachiungo, director de Tactical Opportunities da Anda, ao Jornal Económico (JE).
A empresa está a investir, com o capital angariado, no aumento da frota de veículos eléctricos nas categorias de duas, três e quatro rodas, e também em tecnologia para inovar nas suas operações. E a chegada da mais recente frota – a Comfort Plus, que integra as primeiros Renault Kwid -, foi anunciada recentemente, numa parceria estratégica com a TDA – Paixão Automóvel e em colaboração com a Renault.
Segundo Emerson Kachiungo, a startup partiu “do problema da informalidade do sector dos mototaxistas”. Só na capital angolana existem 600 mil, num total de 1,2 milhões, “a esmagadora maioria deles sem licença e sem seguro”.
Entre os alicerces da startup está a Anda Academy, que se dedica à formação dos mototaxistas.
Citando dados do ‘Venture Capital and the Rise of Africa’s Tech Startups’ de 2025, da International Finance Corporation, a sociedade de advogados que fez a assessoria do investimento, os portugueses Gama Glória, refere que apenas uma em cada três startups financiadas na África Subsaariana consegue obter o primeiro investimento de capital de risco nos cinco anos após a sua criação. “Este dado sublinha o carácter excecional desta conquista da Anda. Para além do impacto imediato, o negócio revela uma crescente confiança dos investidores no ecossistema de inovação da região e abre novas vias para outras empresas que pretendam combinar tecnologia, inclusão e crescimento”.