Mercado & Finanças

AECIPA defende o fortalecimento do conteúdo local como afirmação de soberania económica 

A Associação das Empresas Prestadoras de Serviços da Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA) realizou um encontro dedicado à análise dos principais desafios e oportunidades do sector do petróleo e gás, num momento marcado por expectativas de forte investimento até ao final da década.

No discurso de abertura, da iniciativa que decorreu na noite desta terça-feira, dia 18 de Novembro, o presidente da AECIPA, Bráulio de Brito, reafirmou o compromisso da associação com o desenvolvimento tecnológico, humano e empresarial do país, defendendo um sector petrolífero “moderno, competitivo e cada vez mais angolano”.

“Assim como a independência representou a conquista da nossa soberania moderna, o fortalecimento do conteúdo local simboliza hoje a afirmação da nossa soberania económica”, afirmou, sublinhando o papel crescente das empresas nacionais na prestação de serviços à indústria.

Bráulio de Brito destacou ainda a evolução das empresas angolanas, que “têm demonstrado competência técnica, capacidade de adaptação e empreendedorismo, mesmo diante dos desafios e do longo caminho que ainda há a percorrer”. Para o líder da AECIPA, o conteúdo local representa “muito mais do que uma política de contratação”, constituindo-se como “a materialização da ambição colectiva de construir uma indústria petrolífera forte e genuinamente angolana”.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerou que o evento — designado “AECIPA Day” — é uma plataforma essencial para identificar constrangimentos enfrentados pelos prestadores de serviços, bem como para mapear novas oportunidades de investimento.

Entre os projectos estratégicos apontados, Diamantino Azevedo destacou a futura fábrica de amónia e ureia no Soyo e o projecto de gás não associado, ambos considerados fundamentais para a diversificação e modernização da indústria.

O governante revelou ainda que os investimentos previstos no sector até 2030 podem atingir os 75 mil milhões de dólares, o que, afirmou, demonstra “a confiança das grandes operadoras internacionais e a resiliência da indústria petrolífera angolana”.

O encontro contou igualmente com a participação do secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, e do presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), Paulino Jerónimo, que apresentou as perspectivas do sector para os próximos anos.

A AECIPA, principal organização que congrega empresas angolanas de serviços de petróleo e gás, mantém-se como interlocutor privilegiado entre os operadores do sector e os diversos stakeholders nacionais.

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