A segunda reunião do Acordo de Luanda ficou marcada pelo alargamento do número de apoiantes do colectivo de comercialização de diamantes naturais, bem como por novos passos de adesão ao Conselho de Diamantes Naturais (NDC).
Durante o encontro, realizado à margem da African Mining Indaba 2026, na Cidade do Cabo, África do Sul, o Governo da Namíbia tornou-se oficialmente signatário do acordo, criado em Junho de 2025. Ao aderir, o país compromete-se a contribuir para um fundo global destinado à promoção e comercialização dos diamantes naturais, sob gestão do NDC.
O ministro da Indústria, Minas e Energia da Namíbia, Modestus Amutse, sublinhou a importância histórica e económica do sector para o país. “Os diamantes naturais ajudaram a moldar a história económica da Namíbia durante mais de um século, criando empregos, apoiando comunidades e contribuindo directamente para o desenvolvimento nacional. Ao aderir ao Acordo de Luanda, afirmamos que os países produtores têm tanto interesse como responsabilidade em contar a verdadeira história dos diamantes naturais”, declarou.
O governante acrescentou que a adesão visa garantir que o valor gerado pelos recursos naturais continue a beneficiar a população, no presente e nas futuras gerações.
A reunião contou ainda com novos compromissos institucionais. O Conselho de Promoção das Exportações de Gemas e Joias (GJEPC) assinou um memorando de entendimento com o NDC para colaborar numa campanha global de promoção dos diamantes naturais. Já o Centro Multicomodidades de Dubai (DMCC) formalizou uma carta de intenções para integrar o conselho. Ambas as entidades deverão tornar-se membros oficiais do NDC até 1 de Maio.
Estas adesões surgem na sequência do anúncio, no mês passado, da entrada das empresas estatais angolanas ENDIAMA e Sodiam no NDC, reforçando o posicionamento de Angola no esforço internacional de valorização dos diamantes naturais.