O Governo considera esta concessão do novo aeroporto internacional da capital um momento “único e histórico” para o país, que ambiciona afirmar-se como um “verdadeiro hub aéreo continental”.
A gestão do AIAAN, com possibilidade de renovação do contrato, é atribuída à CAAP — operadora de vários aeroportos na América do Sul, incluindo no Brasil, e na Europa — em consórcio com a Mota-Engil Engenharia e Construção África S.A..
Fundada em 1998, sediada no Grão-Ducado do Luxemburgo e cotada na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), a CAAP assume concessões aeroportuárias por longos períodos, investindo na modernização, expansão e desenvolvimento das infraestruturas.
Opera mais de 50 aeroportos em seis países da América Latina e Europa, nomeadamente na Argentina, Brasil, Uruguai, Equador, Arménia e Itália, sendo uma das maiores operadoras privadas de aeroportos do mundo.
A CAAP integra o conglomerado Corporación América, detido pela família Eurnekian, com actividades diversificadas nos sectores da energia, agricultura e outros investimentos.
Segundo o Ministério dos Transportes, a concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do AIAAN foi adjudicada ao consórcio vencedor através de um processo conduzido no estrito cumprimento dos parâmetros legais e técnicos em vigor no país. O contrato tem um prazo inicial de 25 anos, renovável por mais 15 anos.
O investidor internacional alcançou a melhor classificação global — 93,25 pontos em 100 — demonstrando, segundo a tutela, “capacidade técnica, solidez financeira e experiência comprovada na gestão integrada de infraestruturas aeroportuárias”. A CAAP é reconhecida pela sua “estabilidade económica e rigor regulatório”, posicionando-se como líder na gestão de aeroportos privados e combinando experiência técnica com capacidade operacional na modernização e expansão de aeroportos.
Para o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, a adjudicação desta concessão marca “um momento único e histórico para Angola e para o sistema de aviação civil”. O responsável sublinha que o AIAAN será uma infra-estrutura determinante para transformar Angola num “verdadeiro hubaéreo continental”, impulsionando o transporte de passageiros e de carga, e dinamizando sectores como o comércio, os serviços e o turismo, além de reforçar a presença internacional da marca “VisitAngola”
“Este resultado reafirma o compromisso do Ministério dos Transportes com a modernização e competitividade do sector”, concluiu Ricardo Viegas de Abreu, destacando que a decisão reforça a aposta do Executivo no desenvolvimento sustentável das infra-estruturas estratégicas e na afirmação de Angola como plataforma aérea relevante em África e no mundo.