Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira (29), nos mercados internacionais, com o Brent a recuar 0,61% para 69,70 dólares em Londres e o WTI a desvalorizar 0,82% para 65,18 dólares em Nova Iorque.
A queda surge após a valorização da semana anterior, penalizada pelo aumento da oferta da OPEP+ e pelo regresso das exportações do Curdistão iraquiano.
Segundo a Bloomberg, a descida reflecte os sinais de que a OPEP+, liderada pela Arábia Saudita, prepara-se para voltar a aumentar a produção em Novembro, num acréscimo estimado de pelo menos 137 mil barris por dia.
A decisão deverá ser formalizada na reunião de 5 de Outubro, ainda que alguns membros do cartel não disponham de capacidade para expandir a produção.
Em paralelo, a retoma do oleoduto que liga o norte do Iraque ao porto turco de Ceyhan acrescenta pressão à oferta global.
De acordo com a Reuters, o acordo entre Bagdade, o governo regional curdo e empresas estrangeiras permitirá o envio imediato de até 190 mil barris por dia, com a perspetiva de chegar a 230 mil barris nos próximos meses.
O fluxo estava suspenso há mais de dois anos devido a disputas legais e políticas.
Apesar da correcção, o mercado mantém-se atento a factores geopolíticos que limitam quedas mais acentuadas.
A procura da China para reforçar reservas estratégicas e as tensões envolvendo Rússia e Irão funcionam como travão.
Analistas da RBC Capital Markets alertam ainda que, embora a perspectiva dominante seja de excesso de oferta no último trimestre de 2025, os riscos de choques geopolíticos, como a escalada dos ataques na Ucrânia e o endurecimento das sanções sobre Teerão, continuam elevados.
Na semana passada, tanto o Brent como o WTI avançaram mais de 4%, registando os maiores ganhos desde Junho, apoiados por ataques ucranianos a infra-estruturas energéticas russas que reduziram as exportações de combustível do país.