Na primeira Feira da Produção Angolana, o banco defendeu que o financiamento deve ter prioridade na agricultura, na indústria transformadora e na logística. Nos últimos dois anos, financiou mais de 340 mil milhões de kwanzas a mais de 220 empresas.
A concessão de crédito deve estar directamente ligada à actividade produtiva, à criação de emprego e ao aumento da competitividade das empresas, com prioridade para sectores como a agricultura, a indústria transformadora e a logística. A posição foi defendida esta semana por Luís Teles, presidente da Comissão Executiva do Standard Bank Angola, na primeira edição da Feira da Produção Angolana (FEPA).
Para o gestor, o crédito não chega por si só. O crescimento das empresas depende também do acesso a mercados, tecnologia e conhecimento, de uma gestão eficiente e de redes de distribuição. O desenvolvimento da produção nacional exige, por isso, a colaboração entre o Estado, as empresas, o sistema financeiro, os investidores, as universidades e os consumidores. “A FEPA enquadra-se nesta abordagem, ao criar um espaço de contacto entre os diferentes intervenientes da economia”, afirmou Luís Teles, que recordou o lema da feira: “Angola é a nossa casa e nós impulsionamos o seu crescimento.”
A primeira edição da FEPA reuniu 50 expositores de vários sectores, e o PCE do banco espera alargar o espaço nas próximas edições.
340 mil milhões de kwanzas e 7 mil empregos
Na mesma ocasião, Fernando Chivinda, director executivo da Banca de PME do Standard Bank Angola, apresentou os números do banco. Em 2025 e 2026, a instituição financiou mais de 340 mil milhões de kwanzas a mais de 220 empresas em 12 províncias, contribuindo para a criação de mais de sete mil postos de trabalho directos. Grande parte destes resultados está ligada aos memorandos assinados com o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM).
A indústria e o comércio absorveram 57% do financiamento, seguidos dos transportes e da logística, com 18%, e do petróleo e gás, sobretudo conteúdo local, com 16%. A agricultura ficou-se pelos 4%.
Segundo o banco, as empresas financiadas estão ligadas a mais de 70% da farinha de trigo e do óleo alimentar consumidos em Angola e a mais de 30% do consumo nacional de massa. O banco financiou também o maior produtor de feijão do país, com uma capacidade de cerca de 400 toneladas por colheita. O impacto do financiamento, sublinhou Fernando Chivinda, “deve reflectir-se na actividade das empresas”.