Mercados Financeiros

BCI integra programa de apoio financeiro a estudantes universitários

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O Pacote Estudante CEU, uma solução que reúne identificação académica oficial, cartão de débito, descontos comerciais e acesso ao crédito estudantil, já abrange mais de sete mil estudantes universitários em Angola.

Desenvolvido pela startup angolana Ombala Invest, em parceria com o Banco de Comércio e Indústria (BCI) e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), o programa tem um custo de adesão de 5.000 kwanzas e continua aberto a novos beneficiários.

Na ocasião, foi destacada a participação das startups CEU – Cartão Nacional de Estudante Universitário, implementado pela Ombala Invest, e Estudante Carneiro, pela iniciativa, criatividade e inovação demonstradas, bem como o contributo das instituições e empresas envolvidas na promoção de soluções tecnológicas.

Cartão reúne três funcionalidades

Com um custo de adesão de 5.000 kwanzas, o Pacote Estudante CEU reúne três funcionalidades num único cartão. A primeira é a identificação académica nacional, reconhecida oficialmente pelo MESCTI, que funciona também como cartão de débito com função Multicaixa e cartão de descontos.

A segunda funcionalidade consiste no acesso a descontos comerciais de até 50%, através de uma rede de parceiros dos sectores da alimentação, saúde, livrarias, transportes, lazer e material académico, permitindo aos estudantes beneficiar de reduções em diferentes despesas do quotidiano universitário.

O pacote inclui ainda a possibilidade de acesso ao crédito estudantil do BCI, com financiamento até sete milhões de kwanzas para apoiar o pagamento de propinas e outras despesas de estudo, mediante o cumprimento dos requisitos definidos pela instituição financeira.

A solução contempla igualmente bolsas de estudo internas e seguro de acidentes escolares e de propinas, em parceria com a Viva Seguros.

Segundo a organização, a adesão ao programa é feita integralmente por via digital, através da plataforma oficial disponível no site do CEU.

O presidente do Conselho de Administração do BCI, Vladmir Ferraz, afirmou que a iniciativa não está limitada a uma fase específica, estando aberta à entrada de novos beneficiários.

“É um programa contínuo, não está fechado, o leque não está fechado”, declarou, à margem do evento, ao destacar a importância de criar condições para que os jovens avancem na sua formação académica.

Para o responsável, o apoio aos estudantes representa também uma aposta no futuro do país.

Abordou igualmente a componente de financiamento do programa, que permite aos estudantes elegíveis solicitar crédito até sete milhões de kwanzas para o pagamento de propinas e outras despesas relacionadas com os estudos.

O acesso ao financiamento está sujeito ao cumprimento dos requisitos definidos pelo banco. No caso dos estudantes que dependem financeiramente dos pais, estes podem assumir o papel de patrocinadores do pedido de crédito, nos termos aplicáveis ao programa.

Questionado sobre os recursos financeiros destinados à iniciativa, Vladmir Ferraz referiu que o programa não dispõe de um orçamento fixo previamente estabelecido, tendo sido apontada uma estimativa de investimento entre 30 e 50 milhões de dólares.

Para o BCI, a participação no Pacote Estudante CEU enquadra-se na estratégia de inclusão financeira da instituição, que tem na juventude um dos seus pilares centrais.

O PCA esclareceu que os interessados devem estar inscritos numa das universidades parceiras e cumprir os requisitos definidos para beneficiar da iniciativa.

“É um programa contínuo, não está fechado”, declarou, acrescentando que o banco continua a apoiar os estudantes que procuram o programa e que reúnem as condições exigidas.

O responsável referiu ainda que o programa conta com várias universidades, mencionando, entre as instituições parceiras, o ISPTEC, a Universidade Metodista, a Universidade Católica de Angola, entre outras.

Segundo o PCA, a iniciativa tem abrangência nacional, mas a sua expansão está a ser feita de forma gradual, com a intenção de aumentar o número de beneficiários, respeitando as condições estabelecidas.

Além do programa dirigido aos universitários, Vladmir Ferraz destacou outras iniciativas de inclusão financeira do BCI, incluindo uma destinada às zungueiras, cujos depósitos, segundo afirmou, já ultrapassavam os 600 milhões de kwanzas.

Foto: PCA do BCI- Vladmir Ferraz

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