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Fórum Internacional de Turismo regressa a Luanda para debater oportunidades de investimento e integração regional

Segunda edição do encontro está marcada para 20 de Novembro, no âmbito da BITUR 2026, e deverá colocar em discussão a competitividade do destino Angola, a hotelaria, a promoção turística e o financiamento do sector.

Luanda volta a acolher, a 20 de Novembro, o Fórum Internacional de Turismo, uma iniciativa que pretende reforçar o posicionamento de Angola no mercado turístico internacional e promover o diálogo entre operadores económicos, investidores, especialistas e instituições ligadas ao sector.

O encontro integra a programação da Bolsa Internacional de Turismo de Angola (BITUR 2026), prevista para decorrer de 20 a 22 de Novembro, nas tendas do Grupo Arena, no Porto de Luanda, sob o lema «Conectando Angola ao Mundo». A iniciativa é organizada pelo Instituto de Fomento Turístico (INFOTUR), sob tutela do Ministério do Turismo, com o objectivo de aproximar os principais intervenientes da cadeia de valor turística e criar oportunidades de cooperação e negócios.

A realização do fórum surge num contexto em que Angola procura diversificar a economia, tradicionalmente dependente do petróleo, e atribuir maior peso a actividades capazes de gerar emprego, estimular o empreendedorismo e dinamizar as economias locais. O turismo é apontado como um dos sectores com potencial para contribuir para essa transformação, tendo em conta os recursos naturais, a diversidade cultural e o património histórico do país.

Integração regional e competitividade turística

Entre os temas previstos para debate estão a integração turística regional, a hospitalidade, a promoção dos destinos, a atracção de investimento e a inovação digital. A agenda contempla igualmente questões relacionadas com a mobilidade turística na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a promoção conjunta nos mercados internacionais e as condições necessárias para facilitar a circulação de visitantes.

A discussão assume particular importância num continente onde a proximidade geográfica e a diversidade de destinos podem favorecer a criação de circuitos turísticos transfronteiriços. Para Angola, o reforço das ligações com os países vizinhos e a melhoria das condições de acesso constituem factores relevantes para ampliar os fluxos de visitantes e aumentar a competitividade da oferta nacional.

A possibilidade de articular destinos, experiências culturais e recursos naturais poderá também contribuir para prolongar a permanência dos turistas, estimular o consumo de serviços locais e criar novas oportunidades para pequenas e médias empresas.

Hotelaria, gastronomia e formação profissional

A hotelaria e a hospitalidade constituem outro eixo da agenda, com destaque para a valorização da gastronomia angolana, a formação profissional, a empregabilidade e as parcerias entre os sectores público e privado.

A qualidade dos serviços, a disponibilidade de profissionais qualificados e a capacidade de responder às expectativas dos visitantes são factores determinantes para a consolidação de um destino turístico. Neste domínio, a valorização dos produtos locais e da cozinha tradicional pode ajudar a diferenciar a oferta angolana e a criar oportunidades para produtores, empresários da restauração e agentes culturais.

O desenvolvimento do turismo exige, contudo, uma abordagem que ultrapasse a promoção dos atractivos naturais. A qualificação das infra-estruturas, a melhoria dos serviços, a segurança, os transportes e a acessibilidade são igualmente importantes para transformar o potencial turístico em actividade económica efectiva.

Investimento e financiamento no centro do debate

O financiamento dos projectos turísticos e a criação de condições favoráveis ao investimento privado também fazem parte dos assuntos previstos para o fórum. A agenda inclui a discussão de modelos de financiamento, custos operacionais e soluções de pagamento internacional, questões que influenciam a capacidade das empresas para investir e operar num mercado competitivo.

A atracção de capital para a construção e modernização de unidades hoteleiras, empreendimentos de lazer, infra-estruturas de apoio e serviços turísticos será essencial para ampliar a capacidade de acolhimento do país. Ao mesmo tempo, a mobilização de investimento deverá ser acompanhada pela valorização das empresas nacionais e pela criação de oportunidades para os empresários locais.

O marketing territorial e a inovação digital completam os temas centrais da iniciativa, num contexto em que a presença nas plataformas digitais e a promoção internacional assumem um papel crescente na escolha dos destinos turísticos.

Angola procura afirmar-se como destino internacional

Angola dispõe de uma oferta diversificada, que inclui a costa atlântica, parques naturais, quedas de água, paisagens montanhosas, desertos e património cultural. Entre os locais com potencial de projecção turística encontram-se as Quedas de Kalandula, a Fenda da Tundavala, o Deserto do Namibe e as áreas de conservação do país.

A valorização destes recursos depende, porém, da capacidade de os integrar em produtos turísticos estruturados, com serviços de qualidade, acessos adequados e promoção consistente nos mercados emissores de visitantes.

O fórum pretende, assim, proporcionar um espaço de reflexão sobre as condições necessárias para transformar os recursos turísticos em oportunidades de negócio, reforçando simultaneamente a cooperação entre Angola, os restantes países africanos e os mercados internacionais.

 

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