Angola leva BNA e Finanças às reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Banguecoque
Delegação chefiada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, quer reforçar o diálogo com as instituições financeiras internacionais e mobilizar recursos para o desenvolvimento do país.
Angola participa, a partir desta segunda-feira, nas 82.ªs Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem até 18 de Outubro em Banguecoque, na Tailândia.
A delegação é chefiada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, em representação do ministro Victor Hugo Guilherme. Integram-na também o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, e o secretário de Estado para os Sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Catala. Completam a comitiva técnicos dos ministérios do Planeamento, das Finanças, dos Transportes e da Agricultura e Florestas, bem como do BNA.
A edição deste ano tem como lema “Novos Horizontes da Tailândia: Capacitar as Pessoas, Construir Resiliência”. Entre os temas em debate estão o financiamento do desenvolvimento, a mobilização de capital privado, as infra-estruturas, o capital humano, a criação de emprego e a inteligência artificial, num contexto económico mundial que o Governo angolano descreve como marcado por elevadas incertezas e riscos.
A agenda angolana inclui a reunião ministerial do G24, o Caucus Africano com as lideranças do Banco Mundial e do FMI e o encontro dos governadores africanos com o presidente do Banco Mundial. A delegação estará ainda na reunião do Comité de Desenvolvimento e na sessão plenária.
Segundo o Ministério do Planeamento, Luanda pretende aproveitar o encontro para aprofundar o diálogo com as instituições financeiras internacionais, articular posições com outros países africanos e identificar novas oportunidades de cooperação, investimento e financiamento das prioridades nacionais, com destaque para a diversificação da economia.
A delegação chega a Banguecoque com indicadores macroeconómicos mais favoráveis. A inflação homóloga desceu para 8,43% em Setembro, contra 18,16% no mesmo mês do ano passado, e está abaixo dos 10% desde Julho. Em Julho, o BNA reviu em alta a previsão de crescimento económico para este ano, para 3,6%. O PIB cresceu 5,32% no primeiro trimestre, impulsionado pelo sector não petrolífero, enquanto o sector petrolífero recuou 0,21%.