Economia

Contas Públicas no Verde: OGE de 2025 encerra com excedente de 27 mil milhões de Kwanzas

O Orçamento Geral do Estado (OGE) referente ao exercício económico de 2025 encerrou com um superavit de 27 mil milhões de kwanzas, assinalando um desempenho francamente positivo no balanço final das contas públicas angolanas. Este resultado resulta da conjugação entre o aumento da arrecadação de receitas tributárias e uma rigorosa política de contenção da despesa corrente, aliada à optimização contínua dos recursos do Estado.

​Ao longo do ano, a execução orçamental enfrentou a volatilidade das cotações das matérias-primas nos mercados internacionais e um contexto macroeconómico exigente. Contudo, a expansão do sector não-petrolífero e a modernização dos sistemas digitais da Administração Geral Tributária — que permitiram alargar a base fiscal e mitigar a evasão — revelaram-se determinantes para equilibrar as contas públicas. A estes factores somou-se a racionalização dos consumos da máquina estatal e o ajustamento gradual da política de subvenções aos combustíveis, libertando margem financeira para cobrir os compromissos prioritários sem comprometer a trajectória de sustentabilidade do Tesouro Nacional.

​A gestão das finanças públicas ao longo do exercício garantiu o cumprimento escrupuloso do serviço da dívida e assegurou a continuidade dos projectos estruturantes no âmbito do investimento público, com particular incidência na modernização e reabilitação de infra-estruturas essenciais. O esforço de disciplina orçamental e o controlo rígido dos custos operacionais reforçaram, assim, a capacidade de resposta das contas nacionais perante eventuais instabilidades externas.

​Especialistas e analistas do sector económico sublinham que, embora o excedente de 27 mil milhões de kwanzas constitua um sinal claro de estabilidade e responsabilidade fiscal, o principal desafio centra-se na gestão estratégica desta folga orçamental. Aponta-se como prioridade o direccionamento directo destes saldos para os sectores sociais de maior impacto, como a saúde e a educação, bem como para o fomento da produção nacional privada. O encerramento do exercício de 2025 no verde consolida a confiança dos investidores internacionais e projecta um cenário de maior previsibilidade para as metas económicas subsequentes do país.

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