A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, destacou ontem, quarta-feira, dia 9, em Londres, o processo de transformação da economia angolana e as oportunidades de investimento no país, durante o Fórum de Negócios e Investimentos Angola-Reino Unido.
Na abertura do segundo dia do encontro, a governante apresentou os principais indicadores económicos relativos ao segundo trimestre de 2026, destacando um crescimento de 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB), uma expansão de 9,2% do sector não petrolífero e o regresso da inflação a um dígito.
Segundo Vera Daves de Sousa, a dívida pública situou-se em 54% do PIB, num contexto que, segundo a ministra, demonstra os progressos alcançados na estabilização e diversificação da economia angolana.
PROPRIV já privatizou 121 activos
A ministra destacou igualmente os resultados do Programa de Privatizações (PROPRIV), através do qual já foram privatizados 121 dos 130 activos previstos.
Desde o início do programa, em 2019, o processo permitiu arrecadar cerca de 1,75 mil milhões de dólares, sendo 42% deste montante proveniente de investidores estrangeiros.
Os resultados do PROPRIV foram apresentados como parte dos esforços do Governo angolano para aumentar a participação do sector privado na economia, atrair capital estrangeiro e melhorar a eficiência dos activos públicos.
Reforço das relações económicas com Londres
A deslocação da ministra das Finanças ao Reino Unido incluiu igualmente uma série de encontros bilaterais destinados a reforçar a cooperação económica e financeira entre os dois países.
Vera Daves de Sousa reuniu-se com a ministra britânica para África, Kirsty McNeill, e manteve contactos com representantes da UK Export Finance, do Lloyds e do Banco de Inglaterra.
Os encontros tiveram como objectivo aprofundar parcerias e identificar mecanismos de financiamento para projectos considerados prioritários para Angola.
A participação angolana no Fórum de Negócios e Investimentos pretende, assim, aproximar investidores britânicos das oportunidades existentes no mercado angolano, num momento em que o Governo procura acelerar a diversificação económica e reduzir a dependência das receitas petrolíferas.