Política 

Chefes de Estado e primeiros-ministros confirmam presença na cimeira extraordinária da UA em Luanda

Dez Chefes de Estado e nove primeiros-ministros já confirmaram presença na 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), dedicada ao Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África, que terá lugar em Luanda no dia 30 deste mês.

A cimeira, que decorrerá no recém-inaugurado Palácio de Convenções de Luanda, resulta de uma proposta do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, na qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África. A iniciativa nasceu de uma recomendação da Reunião de Alto Nível do Conselho de Paz e Segurança da UA, realizada sob presidência angolana à margem da 80.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, em Setembro de 2025.

Entre os líderes já confirmados está o Presidente do Benim, Romuald Wadagni, que garantiu a sua presença ainda esta semana, através de um encontro entre a diplomacia beninense e o embaixador angolano em Cotonou, José Bamóquina Zau. Na ocasião, os dois países reforçaram o compromisso com a procura de soluções africanas para as dinâmicas políticas regionais, num momento em que o Benim procura desempenhar um papel mais activona mediação de conflitos na região ocidental do continente.

Antecâmara ministerial a 29 de Agosto

Antes da reunião de Chefes de Estado e de Governo, está prevista, no dia 29 de Agosto, a realização da 26.ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, que reunirá os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros no Hotel InterContinental, em Luanda Miramar. Esta sessão ministerial servirá de antecâmara à cimeira de líderes, preparando a agenda e os documentos a submeter à apreciação dos Chefes de Estado.

Entre os documentos já em análise encontra-se o projecto de “Decisão de Luanda”, que visa reforçar o quadro de prevenção, gestão e resolução de conflitos da União Africana, com base na avaliação dos mecanismos actualmente integrados na Arquitecturade Paz e Segurança Africana (APSA).

Diplomacia preventiva no centro da agenda

Sob o lema “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”, a cimeira deverá colocar particular ênfase na capacidade das instituições africanas para antecipar tensões, prevenir a escalada de crises e promover soluções políticas e diplomáticas nas diferentes regiões do continente, ao mesmo tempo que procura revitalizar a APSA.

Um dos temas que deverá marcar os debates é o financiamento da arquitectura de paz e segurança do continente. Segundo o embaixador de Angola na Etiópia e porta-voz da 21.ª Sessão Extraordinária, o Fundo de Paz da União Africana dispõe actualmentede um saldo acumulado de cerca de 400 milhões de dólares — um valor considerado insuficiente face ao número de conflitos que afectam África.

A realização da cimeira em Luanda reforça o protagonismo de Angola na agenda continental de paz e segurança, consolidando o papel do Presidente João Lourenço como mediador regional, num ano em que o país assume, pela primeira vez na sua história, a presidência rotativa da União Africana.

 

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