O Banco Nacional de Angola (BNA) e o Banco Central do Congo (BCC) assinaram, em Luanda, a 8 de Julho, um memorando de entendimento que estabelece cooperação institucional entre as duas instituições, assente na troca de informação e experiência.
Segundo o governador do BNA, Manuel António Tiago Dias, o acordo servirá de base para assistência técnica, integração e interoperabilidade dos sistemas de pagamento, bem como para a utilização de instrumentos de pagamento digitais. O memorando permitirá ainda às autoridades monetárias de Angola e da República Democrática do Congo (RDC) supervisionar e facilitar os pagamentos transfronteiriços entre os dois países.
“A nossa ambição deve ser clara: contribuir para que a proximidade geográfica e as relações económicas entre Angola e a República Democrática do Congo sejam acompanhadas por mecanismos financeiros e de pagamento cada vez mais eficientes, seguros e acessíveis”, afirmou Tiago Dias.
O governador do BNA sublinhou que facilitar os pagamentos transfronteiriços pode reduzir custos e tempo nas transações, promover maior formalização dos fluxos financeiros, facilitar as trocas comerciais e reforçar a integração económica entre Angola e a RDC. Para isso, defendeu, as equipas técnicas dos dois bancos centrais devem trabalhar em estreita coordenação para identificar prioridades, definir iniciativas concretas e desenvolver um programa de trabalho que materialize os objetivos estabelecidos.
“Queremos uma cooperação institucional activa, capaz de promover a partilha de conhecimentos e experiências, de reforçar as capacidades das nossas instituições e, sobretudo, de contribuir para o desenvolvimento e a estabilidade dos nossos sistemas financeiros”, declarou.
Tiago Dias descreveu o memorando como um compromisso dos dois bancos centrais em construir sistemas financeiros modernos, integrados, seguros e resilientes, capazes de acompanhar as aspirações de desenvolvimento económico de Angola e da RDC. O governador do BNA revelou ainda que o acordo resulta da vontade dos Presidentes dos dois países, e que o processo começou a ganhar forma com a visita do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, a Kinshasa.
Por seu lado, o governador do Banco Central do Congo, André Wameso Nkuloloki, saudou a assinatura do memorando pelas razões apontadas por Tiago Dias, aproveitando a ocasião para reafirmar que a moeda da RDC é autónoma, à semelhança do Kwanza angolano.