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Goldman Sachs e Morgan Stanley registam forte aumento dos lucros com impulso dos mercados financeiros

O forte desempenho dos mercados bolsistas e o aumento da actividade de fusões e aquisições impulsionaram os resultados da Goldman Sachs e da Morgan Stanley, que registaram subidas de dois dígitos nos lucros no quarto trimestre.

A Goldman Sachs anunciou um aumento de 12% nos lucros líquidos face ao período homólogo, alcançando 4,62 mil milhões de dólares, o equivalente a 14,01 dólares por acção. Já a Morgan Stanley reportou lucros de 4,4 mil milhões de dólares, ou 2,68 dólares por acção, acima dos 3,71 mil milhões de dólares (2,22 dólares por acção) registados no mesmo período do ano anterior.

Os resultados reflectem um contexto favorável em Wall Street, sustentado pelas políticas de desregulamentação da administração do Presidente Donald Trump, que incentivaram as empresas a avançar para operações de fusões e aquisições. A crescente procura dos investidores por empresas ligadas à inteligência artificial e às tecnologias associadas à adoção em massa de soluções como o ChatGPT também contribuiu para o dinamismo do mercado.

No quarto trimestre, as receitas com comissões de banca de investimento da Goldman Sachs cresceram 25% em termos homólogos, enquanto a Morgan Stanley registou um aumento de 47% nas receitas da sua divisão de banca de investimento. Ambas as instituições indicaram ainda um crescimento significativo da carteira de operações em carteira (backlog), sinalizando um volume elevado de negócios em fase de preparação.

O desempenho da Goldman Sachs e da Morgan Stanley acompanha os resultados positivos divulgados por outros grandes bancos norte-americanos. JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup também reportaram aumentos dos lucros no quarto trimestre, embora os resultados tenham sido condicionados pelas tensões persistentes entre Wall Street e a Casa Branca.

Em causa estão divergências relacionadas com a independência da Reserva Federal e com a intenção do Presidente Trump de impor um limite de 10% às taxas de juro dos cartões de crédito, medidas que continuam a gerar preocupação no sector financeiro.

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