Economia

Um milhão de residentes ao longo do CFB terão acesso à electricidade até 2030

Pelo menos um milhão de pessoas residentes ao longo do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) terão acesso à energia eléctrica até 2030, no âmbito de um projecto de interligação continental liderado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), anunciou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

O anúncio foi feito pelo ministro durante uma intervenção pública em Luanda, destacando o impacto transformador que este projecto terá nas populações abrangidas pelo eixo do Caminho-de-Ferro de Benguela, uma infra-estrutura histórica que liga o litoral atlântico angolano ao interior da África Central.

O projecto, de iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), visa promover a electrificação rural e urbana em zonas estratégicas servidas pelo CFB, contribuindo para a redução do défice energético em Angola e na região.

De acordo com o ministro da Energia e Águas, desde 2011, e figura central na diversificação da matriz energética angolana, esta interligação continental representa um passo decisivo para o acesso universal à electricidade, alinhado com os objectivos nacionais de desenvolvimento sustentável.

A iniciativa insere-se num contexto mais amplo de investimentos no sector energético angolano, onde o Governo tem priorizado parcerias internacionais para modernizar infraestruturas como o CFB e expandir a rede elétrica. O ministro sublinhou que, até 2030, o milhão de beneficiários directos verão melhoradas as suas condições de vida, com maior acesso a serviços essenciais dependentes de energia, como saúde, educação e actividades económicas locais.

João Baptista Borges, que já liderou delegações angolanas em fóruns internacionais como a COP28 e a Cimeira do Clima de Glasgow, tem defendido a integração de fontes renováveis na matriz energética do país, com metas ambiciosas como 72% de renováveis até 2027. Este projecto do BAD reforça essa visão, combinando electrificação com o potencial do Corredor do Lobito e outras vias logísticas regionais.

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