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Uma bolsa que estimula investimentos

Luanda /
20 Jun 2022 / 15:56 H.
Agostinho Rodrigues

A maior bolsa de negócios de Angola, a 37ª Feira Internacional de Luanda, FILDA 2022 está às portas, cujo palco para expositores e clientes é a Zona Económica Especial, Luanda-Bengo (ZEE). A FILDA proporciona encontros e eventos mais inovadores para as empresas expositoras, quiçá é uma oportunidade para contactarem os clientes, parceiros e para conhecer a concorrência.

Para analisar as tendências dos mercados e posicionar a oferta de uma forma inovadora e competitiva. Para os visitantes, como é óbvio, cada feira constitui uma oportunidade única de conhecer de perto todas as inovações do mercado in loco e em primeira mão. De comparar a preços altamente competitivos. A FILDA deve reunir empresários do mundo, da África do Sul, Egipto, Namíbia, Eritreia, Portugal, Brasil, Alemanha, Argentina, China, Estados Unidos da América, França, Índia, Itália, Japão, Líbano, Turquia e Coreia do Sul, como aliás aconteceu na 36ª edição da Feira Internacional de Luanda do ano de 2021, que recebeu 21 532 visitantes, gerou dois mil empregos temporários e contou com a participação de 558 expositores (500 nacionais e 58 estrangeiros. Em nosso entender, a FILDA 2022 vai ter lugar num momento distinto, pelo abrandamento da COVID-19, que de certo modo contribuiu para o número não muito expressivo de empresas expositoras, de visitantes e de geração de postos de trabalho temporários. O controlo da COVID-19 pode traduzir-se numa maior participação de empresas da Europa, Ásia e África, pois urge triplicar os indicadores de expositores nacionais e internacionais da edição transacta. É preciso pois dar a conhecer o que há de novo em áreas como cidades inteligentes, energias limpas, indústria, agronegócio, indústria de fertilizantes (que faz tanta falta ao País), agricultura versos terras aráveis para produção de alimentos e excedentes para a exportação, para além de se dar a conhecer o polo industrial de Viana e de outros pelo resto do País. Um polo, diga-se, que carece de investimentos para se transformar num parque industrial de facto. A FILDA deve servir de fonte para captação de investimento estrangeiro, para áreas chave, como por exemplo, a produção de cereais (milho, arroz, trigo e outros) para o reforço da cadeia alimentar do País, para pouco e pouco deixar de depender da importação de tudo, como é o caso do sal de cozinha, para citar apenas este.