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Transformação digital

31 Ago 2020 / 14:10 H.
José Mendes Varela da Silva

Não é uma palavra nova, ela já é um movimento que algumas empresas já vem fazendo a algum tempo, vejam o exemplo da KODAK, desde as fitas de cassetes a rolos fotográficos e até as cameras fotográficas, por ela não acompanhar a demanda das transformações digitais o que aconteceu foi que ela foi engolida pelo surgimento das cameras digitais e telefones celulares, porque eles não foram rápidos o suficientes para entender que a transformação era necessária para se manter no sector, pois era importante migrar de um modelo de produto para um modelo de informação.

Transformação digital é entender esse movimento novo da sociedade baseados em informação, dados, tecnologia, e criar produtos, negócios, carreira, etc, orientados para esse novo mercado.

Transformação digital não é botar um software novo no mercado ou lançar um novo aplicativo, Transformação digital é mindset um modelo mental, modelo de operar num mundo novo, num mundo digital e de transformações, sendo grande produto hoje.

Transformação digital tem haver com o valor agregado ao empregador, tem haver com experiência com o utilizador (mas ninguém gosta de comprar um produto e acabou) tem de ter empatia (experiencia) gerada nesse processo, para o utilizador recomprar ou reutilizar.

A que se identificar grupos de utilitários para esse produto, e não se trata mais do produto, mais da causa que este representa, conectada com todos, e deste modo gerar demanda.

Mais isso só funciona se os pilares da Transformação digital estiverem implementados.

O mundo actual ele também mudou exponencialmente, na questão de melhorar o relacionamento com os clientes, porque esses clientes estão conectados na nuvem e de forma móvel todos os dias, a questão de melhorar o relacionamento para esse novo cliente, para esse novo comportamento, 100% conectado na nuvem através de aplicativos, e de tecnologia 100% móvel é uma questão que é crucial na transformação digital, emponderar funcionários, atraindo talentos, mas daí sai uma questão que se vê amarrada a lei que temos, e se a visão do gestor não for flexível ela faz os funcionários se retraírem, a empresa de hoje precisa ser flexível no horário como o potencial da tecnologia permite.

Optimizar operações não é só avaliar a eficiência, custos e benefícios é saber transformar produtos em serviços através desse processo, o importante é se conectar com clientes com serviços trazendo produtos e modelos novos cada vez mais inovadores.

Vamos olhar para a Amazon, começou sendo uma plataforma para venda de livros, hoje o maior facturamento deles vem do Market place, criaram um shopping digital, onde todo mundo coloca as suas loja e eles fazem a gestão de logística e entrega, e mais do que isso o serviço Amazon Web Services AWS, que é a parte de servidores onde se pode alugar os seus servidores para alocar serviços é outra grande área de facturamento, mas você pode me perguntar como se encontra aí a Transformação Digital?

Eles não mudaram apenas de segmento de serviço?

Não eles aproveitaram o Know-how que tinham da própria infraestrutura, tornaram ela em um segmento de serviço apetecível para a tecnologia e vendem como serviço de dados para o mercado, com uma margem muito mais alta do que vender um livro. A isso chama-se mudar a concepção e não perder o foco.

O IDC (International Data Corporation) que é um Instituto de pesquisa sobre Informática, Tecnologia e dados, eles falam que ente 2018-2021, o investimento em transformação digital a nível mundial será de 6.3 trilhões de dólares. Vamos concordar que deve sobrar ao menos 100 miI USD para alguma consultoria sua, se a ideia for realmente inovadora.

O desafio da segurança cibernética: acompanhar o ritmo

Ao se tomar decisões não incluem a segurança cibernética entre as suas principais considerações quando se trata de transformação digital, investimentos em tecnologias transformadoras podem não fazer sentido se não puderem proteger os negócios, seus clientes ou outros activos vitais, para tal é preciso criar aptidões, criando e projetando uma nova governança estabelecida pela abordagem dupla de segurança, criando uma prática de cibersegurança digital e incorporando profissionais de cibersegurança, pois eles garantiram que seu negócio anda a velocidade certa nessa nova era.

E Angola como fica nisso?

Com o COVID-19 as empresas estão a ser obrigadas a migrar para a onda de transformação digital, convertendo seus produtos em serviços para melhor se encaixarem no contexto, O ensino precisa capacitar quadros a se transformarem em torno do novo normal, BNA já está impondo novas regras através de seus instrutivos, afim de tornar o mercado financeiro cada vez mais resiliente e capaz face aos desafios actuais. Mas tudo isso precisa ser gradual a medida da realidade, mas com um passo acelerado, mas para contextos como o nosso é necessário que a lei garanta segurança nesse serviço. Com avanço nesses dois sectores podemos começar a pensar imergimos na totalidade.