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O trabalhador!

31 Out 2022 / 11:05 H.
Fernando Baxi

O trabalhador é um indivíduo relevante para o crescimento de qualquer empresa, independentemente da dimensão (micro, pequena, média ou grande). Daí ocupar particular destaque nos tratados das ciências da administração e do direito. O homem trabalhador está condenado a acompanhar a evolução do mundo, sob pena de perder a condição de trabalhador (passe a redundância). Reconfortado no adágio popular “O TRABALHO DIGNIFICA O HOMEM”, o indivíduo fortalece a convicção e a condição de trabalhador.

Despende recursos (monetários) com formações académicas e profissionais para se tornar num trabalhador exemplar, tendo como foco uma posição íntegra e impoluta na sociedade. A condição de trabalhador, como é comum, remete o indivíduo à classe de empregado, sujeito aos regulamentos da empresa e sob tutela do empregador. A relação empregado e empregador (por ser humana) é gerida com regulamentos, suportados com princípios jurídico-legais para se evitar conflitos (laborais).

O empregado está numa posição infra, embora a Lei e a Constituição evoquem o contrário. Aliás, a própria lei (substantiva) trabalhista reconhece a supremacia do empregador na relação com o empregado, mas procura equilibrar no âmbito da lei adjectiva. O empregado está consciente da supremacia, mas suporta porque o mais importante é garantir a condição de trabalhador. O patrão tem sempre razão, tudo que fala tem sabedoria, apresenta as melhores soluções e nem sequer deve ser questionado.

Uma forma de salvaguardar a condição de empregador (trabalhador) é cair na graça do boss (patrão), não importa como. “OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS”. Mas também é preciso reconhecer que existem empregados desastrados que se tornam um mal para a sobrevivência da empresa. Muitas organizações faliram por maldade dos trabalhadores.

Ainda assim, a força do patrão estremece o trabalhador (que temendo perder o emprego) se acobarda. É preferível engolir alguns sapinhos a fazer parte da estatística do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o desemprego. Nenhum trabalhador morreu por ter deixado de reclamar por um direito consagrado na Lei Geral do Trabalho, como exclamou João Calembe, trabalhador de uma empresa de segurança privada que inspirou a elaboração destas humildes linhas. Apesar de saturado, está disposto a aguentar as vicissitudes laborais, não lhe passa a ideia de perder o emprego pois é dele que sobrevive. O trabalho árduo de um segurança privado levam-no a sonhar com um emprego melhor, onde seja respeitado como trabalhador e homem. Enquanto isso apenas exige do boss o cumprimento da Lei Geral do Trabalho vigente.