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O agente económico tem a última palavra

Luanda /
08 Ago 2022 / 09:29 H.
Fernando Baxi

Ao agente económico é mais relevante saber que instrumentos serão utilizados para melhorar a situação económica e financeira do País, que pressupostos estão ou serão implementados (no curto prazo) a fim de conter a alta de preços dos produtos da cesta básica e evitar a oscilação das taxas de juros.

Também interessa ao agente económico saber que indivíduos estão dotados de valências para elaborar programas capazes de proporcionar à economia os aspectos acima focados, que numa só palavra pode significar estabilidade económica, considerado pré-requisito para a sustentabilidade.

O agente económico é atraído por soluções que possam conferir estabilidade nos preços, bem como a diminuição da desigualdade social, pois apenas assim se consegue melhorar o poder aquisitivo da população de baixa renda e reduzir a pobreza.

O mais importante é haver melhor distribuição da renda, afinal os recursos regerados pelo Estado são da propriedade de todos os agentes económicos. As instituições (Estado, família, empresas, igrejas e outras) estão mais interessadas em saber como os fenómenos (políticos, económicos sociais e religiosos) afectam a economia.

Hoje, face aos efeitos devastadores da Covid-19 e da crise económico-financeira iniciada nos Estados Unidos da América em 2008, as economias mundiais acompanham-se (mutuamente). O risco é sistémico, um problema na região mais a Leste do globo pode atingir o Oeste. É neste pensamento que o agente económico acompanha (com muita preocupação) o conflito russo-ucraniano. Aliás, os efeitos do desentendimento entre os dois Estados da antiga União Soviética impactaram na economia mundial, causando atrofia macroeconómica em algumas economias, apesar de umas ganharem fôlego.

Depois da Europa Central, onde russos e ucranianos procuram resolver o diferendo por via das armas, a preocupação do agente económico pode ser desviada para o continente asiático. Naquela porção do globo a China (maior aliado da Rússia) está prestes a usar a força para reintegrar Taiwan à soberania dela, face à visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América, Nancy Pelosi.

O agente económico está ainda mais preocupado, em caso de conflito, porque a estabilidade económica de muitas economias, inclusive europeia poderá estar comprometida. Por isso, se qualquer programa (político, económico, social ou religioso) privilegiar o progresso e bem-estar social, principalmente dos menos favorecidos, merecerá a atenção (especial) do agente económico.