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Juntos a olhar para frente

Luanda /
28 Nov 2022 / 09:58 H.
Eduardo Clemente, Naiole Cohen dos Santos e José Carlos Lourenço

Este terceiro ano de vida do projecto Cimeira Lusófona da Liderança (“CLL”) foi fantástico não apenas porque mostramos que nos juntámos em torno do mantra “juntos fazemos mais e melhor”, mas adicionalmente pelo reconhecimento de que os desafios do nosso planeta nos obrigam cada vez mais a cuidar da Liderança Emocional.

A 3ª edição da CLL, sob o lema “Liderança e-mocional” como tema central, reforçou a ideia de que não importa onde estamos no mundo e o lugar que ocupamos - podemos sempre fazer a diferença e é esta atitude que nos levou durante 5 dias (de 14 a 18 de Novembro) a ouvir 59 oradores, distribuídos por 9 países de 4 continentes, a trocar experiências que serviram para adquirir novas perspetivas e sobretudo criar pontes de contacto para nos aproximar às futuras gerações.

Com raízes e a viver nos vários continentes, mas também com relações cruzadas na cultura, na história e na economia, foram passados em revista os desafios futuros comuns que terão profundas consequências também ao nível da Liderança.

Olhar para o horizonte potencia cada vez mais um futuro de aprendizagem e colaboração, prática que concretizamos no contexto das nossas ações do Angola Chapter da CLL: com o espírito de contribuir para o fortalecimento da CLL e antecipando a semana muito rica que se seguia, no dia 9 de Novembro foi organizado um webinar em jeito de “Road to CLL”, focado no aprofundamento da visão angolana sobre a Liderança e sobre o seu exercício. A iniciativa, desenvolvida em colaboração com a PWN Luanda, discutiu também o reconhecimento do papel feminino da liderança em África e em Angola em particular.

Juntámos as nossas vozes para desmistificar que liderança e chefia não são uma e a mesma coisa, porque não são; por definição liderar significa “ir à frente” ou “mostrar o caminho”, potenciar o melhor de cada um na equipa. Enfatizámos assim valores universais do líder, que deve sobretudo mobilizar as suas equipas pelo seu próprio exemplo. Liderar, no caso de Angola, deverá passar cada vez mais por criar uma cultura de gestão com base na meritocracia das lideranças, pelo exemplo que inspiram a fazer-se mais e melhor todos os dias.

Como embaixadores Lusófonos cresceu em nós a energia positiva para contribuir e continuar a insistir no desenvolvimento das boas práticas de good governance, educação e sobretudo abrir um espaço para um desenvolvimento cada vez mais sustentável que coloque o indivíduo no centro do processo das organizações: com uma gestão humanizada, que permita que todos possam dar o seu contributo e dessa forma maximizar a criação de valor na sociedade.

Em paralelo, aprofundar o espírito e a prática de desenvolvimento de múltiplas pontes de colaboração, tao necessárias e indispensáveis para enfrentar os desafios que as organizações têm de enfrentar – será sempre mais fácil ganhar o futuro trabalhando em rede e permitindo que cada uma das partes ajude a fazer a diferença.

Temos encontro marcado com a 4ª edição da CLL dentro de um ano – até lá, juntos a olhar para a frente!

Fica o fraternal abraço lusófono!