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Gestão de Crise é Recomendável!

27 Nov 2020 / 07:30 H.
Angela Canganjo

Com certeza que, para muitos, pensar num “problema” não é das melhores opções, mas jogar na antecipação para a sua resolução é sempre recomendável.

Assim acontece com muitos profissionais de Relações Públicas (RP) quando se deparam com uma crise dentro de uma instituição.

Por mais enevoado que todo o cenário se encontre durante uma crise, é importante buscar ideias que não alterem completamente a essência e o diferencial de sua marca, mas que os valorize de forma apropriada para o momento.

É por isso que ter uma estratégia assertiva e coerente faz toda a diferença.

Sempre que possível, fazer um diagnóstico de uma determinada empresa é sempre recomendável para trabalhar na antecipação da crise para a criação de um planeamento.

Nos dias de hoje, um dos maiores desafios da comunicação é administrar a crise de uma empresa, quando a reputação desta é colocada à prova. Acredite, comunicar da maneira correcta é sempre recomendável e essencial, e por isso a colaboração de um profissional de RP é INDISPENSÁVEL.

Já se perguntou por que isso acontece? Com certeza, há várias respostas a essa questão, mas de certeza uma delas é indubitável: o principal problema é que se trata de reacção, e não de acção. Em outras palavras, a maneira como a empresa reage à crise é mais importante do que a maneira como ela vai agir para resolvê-la.

Para evitar que algo ruim se torne incontornável, é preciso estar preparado para agir sem pestanejar.

Gerenciar crise é trabalhá-la em seu conjunto. O ponto principal da gestão de crise é a prevenção por meio da identificação de sinais internos ou externos que anunciam a sua chegada e da preparação de estrutura para enfrentá-la. A gestão da crise não é porta de saída, mas de entrada para a terceira fase: a reconquista da confiança na instituição para manter a actividade presente e perpetuá-la no futuro.

A crise pode ser inevitável. Entretanto, não se pode menosprezá-la. É preciso encará-la e administrá-la. Tal atitude requer relacionamento transparente, seguro e ético com os media, uma vez que administrar adequadamente a versão que será divulgada ajuda a amenizar os riscos que venham a pôr em causa a imagem da instituição.

Uma vez declarada, a crise exigirá maior esforço, uso de mais recursos e um trabalho ainda mais coordenado. Uma crise mal gerida pode até provocar o fim de uma instituição.

É importante salientar que, na estratégia de gestão de crises, é mais importante ponderar-se o que não fazer do que focar no que se vai fazer. Além disso, é fundamental que todos os porta-vozes da empresa faça “media training”.

Numa definição de Alan Mariasch, uma profissional de Relações Públicas, o media training, também conhecido como treinamento de imprensa, é um processo de treinamento dos porta-vozes de determinada organização, com o objectivo de aperfeiçoar sua capacidade de se relacionar com os jornalistas, seja na hora das entrevistas, em eventos ou em encontros de relacionamento.

O media training é essencial em qualquer estratégia de assessoria de imprensa, ou de relações públicas, planeada pela agência ou gabinete de comunicação para seus clientes, antes de quaisquer acções proactivas sejam executadas.

Fica sempre uma recomendação: prevenção é a palavra-chave para que a crise não se instaure. Antecipar-se aos factos torna mais fácil a minimização dos estragos provocados e até a preservação da imagem da entidade, do plano ou da personalidade envolvida.