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Diálogos sobre Ética empresarial:

10 Mar 2020 / 10:23 H.
Benjamim M bakassy

Se Fernando Pessoa, Gabriel Márquez, Dalai Lama, Mário Quintana, Augusto Cury, Jordan Peterson, e um professor de ética empresarial se encontrassem para conversar sobre sonhos, ética empresarial, e outras coisas... como seria o diálogo...?

Talvez o mote fosse dado por Fernando Pessoa com algo como: “Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.”

Mas e se, o sonho falhar? – perguntaria o professor de ética empresaria, continuando: será que vale de facto a pena ter sonhos e ambições impenetravelmente e inexpugnavelmente nossas?

Nas empresas e na sociedade, sonhos são materializados como projecções do futuro. São a resposta que tem em conta o futuro desejado.

Qual é o futuro ambicionado?

Como é que eu vou conseguir que a ética empresarial seja o status quo em Angola? – perguntaria o professor de ética empresarial.

“Para vencer - material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama sorte.” – diria Fernando Pessoa.

É comum atribuir-se à idade um peso inapropriado naquilo que é a capacidade de sonhar.

Como diria Gabriel Márquez: “Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas porque pararam de perseguir os sonhos.”

É fundamental alimentar-se a proficiência de continuar a pensar o futuro, sem que se perca a capacidade de assumir o presente como o único caminho de alcançá-lo.

Mas e se o sonho falhar?

Nas palavras de Dalai Lama: “O que mais nos incomoda é ver nossos sonhos frustrados. Mas permanecer no desânimo não ajuda em nada para a concretização desses sonhos. Se ficarmos assim, nem vamos em busca dos nossos sonhos, nem recuperamos o bom humor! Este estado de confusão propício ao crescimento da ira, é muito perigoso. Temos de nos esforçar e não permitir que a nossa serenidade seja perturbada.”

Mas e se o sonho falhar?

O poeta Mário Quintana pintaria a sua resposta com optimismo e humanismo para lá da compreensão dizendo: “Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não as querer. Que tristes os caminhos se não fosse a presença mágica das estrelas.”

Mas e se o sonho falhar?

Augusto Cury traria alguma visão psicoterapêutica que ajudaria a pensar no impacto dos sonhos na vida emocional, talvez dizendo que, “os sonhos trazem saúde à emoção, equipam os frágeis para serem autores da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem rompantes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.”

Mas e se o sonho falhar?

O professor de ética empresarial diria falando sempre com pontos de exclamação em todas as frases: todos falhamos! Nenhum sonho é realizado sem sobressaltos! Nem todos os sonhos se realizam! a vida é difícil! Não existem sonhos fáceis, porque senão não seriam sonhos! Não existe vida perfeita! o maior exemplo de todos é a família! o que é uma família? Uma família é deus na terra – “o que deus uniu nenhum homem separará” – contudo, casais que dizem “até que a morte nos separe”, separam-se! o mundo está doente! Os poucos que têm a coragem de perseguir os seus sonhos são chamados de loucos! Loucura seria querer morrer sem ter cumprido a tentativa dos nossos sonhos! No que diz respeito aos sonhos a tentativa é em si mesma, a sua reali-zação!

E se o sonho falhar?

Jordan Peterson, como sempre, gostaria de terminar o diálogo com palavras sábias de um psicólogo, homem, cristão, e igualmente professor universitário, dizendo: “levantar a cabeça... Levantar a cabeça e endireitar as costas, não é algo somente físico, porque não somos apenas um corpo. Somos um espírito, por assim dizer, tal como uma psique. Levantar a cabeça, fisicamente, também implica, evoca e exige que estejamos erguidos metafisicamente. (...) O sentido da nossa vida pode ser suficiente para manter à distância a influência corruptora do desespero mortal.

Então, talvez possamos aceitar o terrível fardo do mundo e encontrar alegria”.