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“Desinteligência” da Angola Telecom, só pode!

06 Ago 2020 / 14:55 H.
Agostinho Rodrigues

Pioneira e única a oferecer o serviço de cabines telefónicas públicas em tempos já idos, quiçá, do renascer, do erguer da “chama” das telecomunicações no País, a Angola Telecom, empresa pública de telecomunicações e multimédia de Angola fundada em 1992, fruto de fusão de duas empresas estatais do sector, tenciona reestruturar e reabrir aquele serviço que em muitos países está a ser descontinuado, como é o caso de Portugal, para citar apenas este, por não se justificar face à utilização “muitíssimo reduzida”, de acordo com o Anacom, autoridade reguladora de Portugal das comunicações postais e das comunicações electrónicas.

O serviço consta do portfólio da Angola Telecom, que segundo o seu presidente Adilson dos Santos não é reatado por conta de actos de vandalismo.

Não existindo este serviço no País até prova em contrário, num mundo cada vez mais dinâmico das telecomunicações, mormente a telefonia móvel que desponta no País com a UNITEL, maior operadora com perto mais de 12 milhões de clientes, seguido da Movicel e da entrada em Julho do próximo ano do 4º operador no País, a Africell, uma das maiores operadoras de telefonia móvel da Serra Leoa e da Gâmbia, com presença em quatro países africanos, incluindo a RDC, que conta com mais de 15 milhões de clientes, não sei em nome de quê, com base em que critérios ou estudo de viabilidade pretenda investir no serviço de cabines telefónicas públicas.

Quanto pretende Angola Telecom facturar com este serviço, cujo balanço de há anos não é conhecido. Não basta alegar que a empresa continua a receber pedidos de instituições, para a instalação de cabines telefónicas públicas, mas apresentar um estudo de viabilidade, pois as empresas hoje têm o foco nos resultados e lucros a não ser que a Angola Telecom queira deitar fora dinheiro.

Como é obvio, Sem querer ser advogado do diabo, não me parece ser este um investimento viável para Angola Telecom, que deve repensar a sua estratégia de diversificação de serviço, desempenhando também cabalmente a sua função, rentabilizar a empresa. É evidente que este é mais um projecto que deverá estar condenado ao fracasso.