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Amo a honestidade e a verdade!

Luanda /
15 Jun 2021 / 10:24 H.
Fernando Baxi

A honestidade e a verdade são duas ‘ferramentas’ fundamentais para o exercício da actividade jornalística. O cumprimento destas premissas distingue o jornalista dos demais profissionais, ligados ao mundo da comunicação, principalmente os propagandistas encapotados nas vestes de jornalistas, escondidos nos diversos órgãos da comunicação social.

Um jornalista honesto deve distanciar-se das negociatas. Repudiamos veementemente o argumento de que o “cabrito deve comer onde está amarrado”, o famoso ‘cabritismo’. Há muito que se tenta combater esta prática, inclusive com medidas legais, mas infelizmente persiste.

Existem jornalistas que (no âmbito da profissão) procuram estar próximos de empresários abastados, deputados, ministros, oficiais generais e alto funcionários de Estados com intuito de obterem algumas migalhas. Isto é ‘cabritismo’.

É uma prática antiga no jornalismo angolano, sofisticada com o avanço da ciência e da tecnologia. Hoje, o jornalista não precisa de se ausentar do local de trabalho para prestar assessoria (actividade proibida por lei), basta esconder-se no banheiro.

O ‘cabrito’ é feroz quando se trata da defesa do interesse do ‘patrão’, ainda que não tenha razão. Ai de quem cruzar o caminho dele. Será abalroado sem dó e nem piedade.

O mais importante é garantir algumas pipocas ou uns micates e a vida continua. A honestidade e a verdade não enchem barriga e muito menos adornam o bolso ou a conta bancária do ‘cabrito’ que se esqueceu de que o jornalismo é um sacerdócio.

Mas, está longe de ser uma actividade profissional de pobres. Apesar de algumas vozes discordantes e mais voltadas ao mal, decidimos abraçar a honestidade e a verdade, apartando-se da mentira, assim como da desonestidade porque pretendemos ser responsáveis no trabalho que desenvolvemos, embora sejamos falíveis, mas não significa dizer que nos vamos transformar em ‘cabritos’.

Amicus plato sed magis amica veritas (sou amigo de Platão, mas, mais da verdade). Somos e sempre seremos apologistas da honestidade e da verdade. O meu trabalho é realizado sob estrito respeito por estas duas premissas fundamentais.

Quem ainda duvida pode recorrer às instâncias judiciais, como recomenda o nº 1 do artigo 29º da Constituição da República de Angola.