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Vista Alegre renova estratégia para recuperar de queda de 15% nas vendas.

Tivemos de alterar completamente o nosso modo operacional de vendas, procurando outros canais de promoção e divulgação dos produtos.

Luanda /
24 Set 2020 / 11:18 H.

As vendas da Loja Vista Alegre, representante da fábrica portuguesa de porcelana, caíram 15% desde o início do ano, fruto da conjuntura económica adversa provocada pela Pandemia da COVID-19 segundo revela a gestora Ana Paula Silva.

Este relato representa uma quebra do ciclo de crescimento da empresa verificado no período 2013-2019, data em que as vendas ascenderam na ordem dos 25%.

Ana Silva acresce que apesar da quebra, a empresa vivenciou uma viragem positiva na estratégia de venda devido a divulgação dos seus produtos nas redes sociais do WhatsApp, Instagram e Facebook, canais antes pouco experimentado pela firma que se ateve sempre a maneira tradicional de vendas.

“Achávamos que a Vista Alegre era uma marca tecnicamente de “luxo” que poderia chocar, mas a COVID-19 trouxe-nos uma perspectiva diferente, se não fosse a pandemia, hoje não teríamos os seguidores que vamos tendo, conseguimos atingir a faixa etária dos 25 aos 35 anos que pelo nosso espanto adora a Vista Alegre”.

Ana Silva explicou que para contornar a situação da COVID19 e a questão cambial, tiveram de criar estratégias e com maior realce aos preços, acrescentando existir um equilíbrio de preços, porque se não venderem os preços tornam-se incomportáveis e a nossa missão é vender e por este motivo devemos estar atentos as taxas de cambio para que continuamos a ser uma marca actuativa com preços bons e com produtos de qualidade.

Segundo a gerente, quando uma empresa se debate com a questão cambial desfavorável a administração deve fazer um exercício , se os custos de importação estão a subir deve-se cortar ou comprar melhor, tentar obter mais descontos a partir dos fornecedores e poder compensar a desvalorização cambial. “Muitas vezes o segredo não está em subir o preço, porque nós não podemos subir os preços e se assim ocorre deixamos de ser uma marca apetecível, ou seremos uma marca apetecível e sem um preço comportável”, explicou.

As empresas devem comprar melhor, fazer pressão aos seus fornecedores, através de encomendas de maior valor, ou através de pronto pagamento negociar melhor as condições de compra, para poder continuar com a mesma margem e o cliente não sentir.

A responsável, afirma terem adiado vários projectos que estavam agendados para este ano. “Tínhamos previsto abrir uma loja em Talatona dentro do nosso género, mas do tipo boutique, com um serviço personalizado onde o cliente paga o produto vai embora e nós fazemos a entrega e para prestar o melhor serviço e melhorar dia pós dia para que o cliente se sinta confortável.”

Ana Paula Silva, salientou gostar de ter os seus clientes na loja algo que considera óptimo, mas quando eles não têm tempo e a loja poder em meia hora ou 30 minutos resolver-lhe o problema sem ele sair do seu escritório é muito satisfatório.

Em fevereiro de 2020, a empresa tinha quatro eventos agendados, mas só conseguiu realizar o primeiro, que por sinal foi muito bom e por este motivo referem ter começado bem.

Em relação ao apoio social e cultural, a nossa administração decidiu que a nossa primeira actuação seria apresentação da selecção de futebol para amputados campeão da modalidade que é apoiada através do comité paraolímpico.

Foi muito importante nos aperceber das dificuldades dos atletas, os desafios que eles superam e daí surgiu-nos a ideia de oferecer uma percentagem das nossas vendas desde Março até Dezembro do corrente ano para ajudar o comité a criar infra-estruturas e dar apoio aos nossos atletas, e pretendemos estender este projecto até fevereiro do 2021. No próximo ano eles terão um campeonato e é necessário apoiá-los.

A nível de expansão, a Vista Alegre, pretende abrir uma nova loja que será a realização de um sonho, esclareceu Ana Silva, detalhando que a mesma terá uma loja, uma galeria de arte e um restaurante para se fazer show cooking e dar apoio a hotelaria, e sala de reuniões onde serão ministradas formações, mas em contrapartida tivemos de suspender e vamos retomar em 2021.

Neste momento com o novo COVID-19 nós estabelecemos um patamar e é óbvio que foram tornados em objectivos, porque nos mantivemos fechados desde o 16 de Março até 27 de Abril.

Naquela altura todos os negócios que tínhamos ficaram em stand by, neste momento a nível de Abril e Agosto houve uma franca recuperação e vem aí o Natal e eu só gostaria de anunciar números nesta fase, sendo que neste momento ainda estou um pouquinho a quem daquilo que nós estipulamos no inicio do ano.

Angola tem algumas dificuldades e se nós nos focarmos nas dificuldades não fazemos nada, devemos nos focar é nas soluções. Neste momento existem pessoas que a COVID-19 veio lhes trazer algum dinamismo, a título de exemplo temos a agricultura que cresceu muito, luanda não lhe faltou nada nós temos produtos hortícolas e houve pessoas que se calhar estavam a espera deste input de ter uma oportunidade para crescer.

Para terminar Ana Paula Sousa, precisou que a Vista Alegre é uma marca portuguesa mas é representada pelo Grupo Etosha, com capital 100% angolano, o processo de importação é fácil não é difícil, difícil é a obtenção de moedas que é a nossa maior dor de cabeça, o processo em si é simples o cliente vem compra e muita das vezes temos que fazer a encomenda fora, faz uma reserva e o material chega em duas três a quatro semanas via área.