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Trocas comerciais entre Angola e Itália avaliadas em 400 milhões USD

O responsável pela internacionalização das empresas italianas, Andrea Penzo, manifestou o interesse dos empresários da Itália investirem em Angola, em função da existência de um ambiente de negócio favorável no País.

Luanda /
23 Nov 2022 / 09:31 H.

As trocas comerciais entre Angola e Itália cifraram-se em 400 milhões USD, em 2021, o que representa um aumento de mais USD 100 milhões, comparativamente ao período homólogo.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Itália (CCIAI), Hélder Cardoso, do valor total, 280 milhões USD resultam das exportações de petróleo de Angola para Itália, enquanto 180 milhões correspondem às importações de equipamentos agrícolas e da indústria transformadora de Angola neste país europeu.

Em declarações à imprensa, no âmbito do Fórum Empresarial Angola - Itália, que decorreu esta terça-feira, em Luanda, o responsável perspectivou reforçar a cooperação económica entre os dois países, com vista à diversificação das exportações angolanas.

Apesar de dar nota positiva às reformas macroeconómicas em curso no País, Hélder Cardoso apelou a necessidade de se transformar a debilidade da falta de técnicos qualificados em grandes oportunidades para captar investimentos para o sector de formação de quadros.

Por seu turno, o responsável pela internacionalização das empresas italianas, Andrea Penzo, manifestou o interesse dos empresários da Itália investirem em Angola, em função da existência de um ambiente de negócio favorável no País.

Para isso, adiantou, a CCIAI trouxe para o fórum sete empresas italianas, num universo de 10, para interagir com a classe empresarial angolana e projectar a concretização dos investimentos da Itália em Angola.

Sem avançar o valor disponível para investir no País, o também director da empresa Export Trade Solutions apontou os sectores da educação, indústria transformadora, agro-alimentar, energias renováveis e petróleo e gás como as áreas prioritárias dos empresários italianos em Angola.

Augurou que os investimentos sejam concretizados em 2023, tendo em conta os estudos preliminares já efectuados pelas empresas, que contam com advocacia da CCIAI e as embaixadas de ambos os países.