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Tecnologia ‘assegura ’ sobrevivência das empresas em tempo de crise

As empresas aceleraram os investimentos de transformação digital para responder às constantes flutuações.

Luanda /
31 Mai 2021 / 16:25 H.

A disrupção causada pela crise pandémica COVID-19 tornou as organizações mais resilientes, adaptadas a flutuações e obstáculos socioeconómicos, tendo acelerado, de forma determinada, a transformação digital das actividades organizacionais.

A afirmação é de José António Barata, country manager partner da Deloitte, aquando da apresentação da 12ª edição do estudo Tech Trends 2021, recentemente, em Luanda.

“A capacidade de resiliência das organizações é o indicador que mais se destaca ao longo dos últimos tempos e aquela que vai prevalecer como ponto-chave para o futuro”, disse José António Barata, aludindo que ao longo do último ano verificou-se uma forte ligação disruptiva digital, assim como uma premente aposta na inovação de serviços que serão contínuos e vão estar no topo das prioridades estratégicas das empresas.

Desta forma, assegura o quadro sénior da Deloitte, a capacidade de tomada de decisão estratégica dos órgãos competentes vão ser cruciais para o futuro do mercado nacional.

Segundo o estudo, que analisa a evolução tecnológica e identifica as tendências que terão maior impacto nas organizações (nos próximos 18 a 24 meses), observou-se a aceleração dos investimentos de transformação digital das empresas para responder às constantes flutuações da procura e às necessidades dos clientes.

“Para as organizações que ainda estão a avaliar as mudanças dramáticas ocorridas nos últimos tempos, esta pesquisa avalia igualmente um conjunto de oportunidades, estratégias e tecnologias que irão marcar os planos de confiança das empresas durante os próximos anos”, afirmou.

José António Barata também disse que entre as tendências que poderão criar oportunidades e desafios para os diversos sectores de indústria, nos próximos 18 a 24 meses, destacam-se três: renascimento do core, modernizar sistemas corporativos e migrá-los para a cloud pode ajudar a melhorar o potencial digital de uma organização.

“Mas, para muitas o custo das migrações e outras estratégias de modernização podem ser proibitivos. Isto está prestes a mudar.”

No que é uma tendência crescente, disse, algumas empresas pioneiras estão a começar a usar acordos de outsourcing inteligentes para modernizar os negócios. “Algumas estão ainda a explorar oportunidades para mudar os principais activos para plataformas cada vez mais poderosas, incluindo opções de low-code.

O country manager partner alerta para nunca se confiar, pois, deve-se verificar sempre. “A confiança zero está enraizada no conceito de que os ambientes empresariais modernos precisam de uma abordagem diferente, não há mais um perímetro definido dentro do qual cada utilizador, processamento, dispositivo e rede, é intrinsecamente confiável”.

Nas arquitecturas de confiança zero, explica, cada solicitação de acesso deve ser validada com base em todos os pontos de dados disponíveis, incluindo identidade do utilizador, dispositivo, localização e outras variáveis que fornecem contexto para cada ligação e permitem decisões mais assertivas e baseada em risco.

“ As empresas estão a conseguir superar os défices e ambiguidades do local de trabalho digital, ao manejar os aspectos positivos, incluindo os dados gerados por ferramentas e plataformas dos colaboradores”.

António Veríssimo, também country manager partner da Deloitte, está convencido de que a pandemia teve um efeito disruptivo no dia-a-dia e forçou a tornar os indivíduos mais adaptáveis e responsivos do que se pensava ser possível.

“Planos confortáveis para o futuro foram condensados de anos para semanas. Esta realidade fez-nos sair da nossa zona de conforto, mas impulsionou mudanças importantes e as tendências que estamos a apresentar, trazem uma perspectiva mais promissora para o futuro”.