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Sonangol prevê na reestruturação apenas saídas voluntárias

A Sonangol negou que o processo de restruturação em curso na petrolífera estatal angolana envolva despedimentos, garantindo que haverá apenas saídas voluntárias, disse um responsável da empresa.

Angola /
13 Jan 2020 / 10:47 H.

Segundo o director de comunicação e imagem, Dionísio Rocha, “é totalmente falsa a informação de que a Sonangol está a preparar-se para despedir colaboradores”, embora possam existir casos de reforma antecipada, por mútuo acordo.

O responsável não revelou, no entanto, se já houve pedidos de reforma antecipada.

Dionísio Rocha confirmou a disponibilidade da Sonangol adquirir a participação de 25% da operadora brasileira Oi na angolana Unitel, que tinha sido avançada pelo semanário Expresso.

“Estamos a equacionar a hipótese de ficar com a participação da PT Ventures [empresa controlada pela Oi], mas tudo depende da decisão do tribunal de Paris”, afirmou o diretor de comunicação, indicando que o valor estimado da aquisição “deverá ser o do mercado”.

O Tribunal de Comércio de Paris condenou os accionistas angolanos da Unitel a pagarem à Oi mais de 600 milhões de euros por violações do acordo accionista e deu como provado que foram realizadas “transacções em benefício próprio”.

A Unitel conta como accionistas com as empresas Oi (PT Ventures), a MSTelecom (Sonangol), a Vidatel (Isabel dos Santos) e a Geni (do general Dino), todas com participações de 25%.

Questionado sobre como seria financiada a operação de aquisição, Dionísio Rocha disse apenas que a “Sonangol está a financiar-se na banca internacional”, sem dar mais esclarecimentos.