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Sanções contra Alrosa não afectam Sociedade Mineira de Catoca

“A Sociedade Mineira de Catoca trabalha maioritariamente com bancos nacionais, logo, essa situação não representa risco nas transacções comerciais da empresa”, sublinhou.

Luanda /
30 Mar 2022 / 07:52 H.

As sanções impostas à diamantífera Alrosa não afectam a exploração na mina de Catoca, principal fornecedora de diamantes do País, que descartou a possibilidade de despedimentos.

O Governo britânico anunciou, na semana passada, uma nova série de sanções que visam mais 59 pessoas e empresas russas e seis bielorrussas, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, incluindo a gigante russa de diamantes Alrosa, accionista da mina de Catoca, responsável pela extracção de mais de 75% dos diamantes angolanos.

“As sanções levantadas contra a Alrosa não afectam a Sociedade Mineira de Catoca”, disse à Lusa uma fonte da empresa de direito angolano, “que opera em Angola e comercializa o seu produto no mercado internacional”.

A mesma fonte descartou, por isso, a possibilidade de despedimentos como resultado desta situação.

Negou também que as sanções impostas à banca russa, designadamente ao VTB África, banco que opera em Angola, afectem as transacções de diamantes.

“A Sociedade Mineira de Catoca trabalha maioritariamente com bancos nacionais, logo, essa situação não representa risco nas transacções comerciais da empresa”, sublinhou.

A Sociedade Mineira de Catoca é constituída pela Endiama (Angola), com 41%, Alrosa (Rússia), com 41% e a Lev Leviev International – LLI (China), com 18%.

Catoca é a quarta maior mina do mundo explorada a céu aberto e a maior empresa no sector diamantífero em Angola, operando desde 1996.