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REEM Plásticos investe 500 milhões Kz para aumento da produção

Lançados faseadamente, a empresa conta com um portfolio de mais de 100 produtos no mercado. Conta igualmente com uma capacidade de produção de 400 toneladas anual, que deverá ser de 600 toneladas com a implementação do referido investimento.

Luanda /
26 Set 2022 / 09:07 H.

A Reem, empresa vocacionada na produção de plásticos diversos, investiu 500 milhões Kwanzas para o aumento da produção, previsto para o mês de Outubro deste ano, disse ao Mercado o gerente Administrativo, Claudino de Lemos.

O investimento é fruto de um financiamento, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) aderido em 2021.

De acordo com o responsável, o financiamento permitiu a aquisição de duas máquinas da China, uma para a produção de baldes de tinta cujo início está previsto para o mês de Outubro e outra para tubos “PPR” para canalização, com a produção agendada para o segundo semestre de 2023.

De investimento não é tudo. No âmbito da expansão do negócio, a empresa está presente em cinco províncias com armazéns para a distribuição, nomeadamente Huambo, Benguela, Huíla, Cabinda e Luanda.

Para os próximos meses a empresa prevê abrir uma linha de distribuição na província de Malanje que contará com um investimento de 10 milhões Kz, para aquisição de armazéns e motorizadas naquela região, depois segue a província do Namibe.

“Fazemos a distribuição para todos híper e supermercados, vendemos a crédito, atendemos o mercado formal e informal. Acredito que através deles atendemos todo mercado nacional”, disse.

Lançados faseadamente, a empresa conta com um portfolio de mais de 100 produtos no mercado. Conta igualmente com uma capacidade de produção de 400 toneladas anual, que deverá ser de 600 toneladas com a implementação do referido investimento.

Exportação e burocracia

Focada também à exportação a empresa materializou aquela que foi a primeira experiência a exportação de cerca de 26 toneladas de produtos para o Congo Brazzaville. Uma exportação que teve resultados positivos com pedidos de outros países.

Apesar do passo positivo (exportar) a empresa enfrenta dificuldades no escoamento de produtos, devido, sobretudo, às más condições das estradas, para além da burocracia na fronteira, o que motivou a descontinuação do referido processo de exportação.

Instado a fazer uma avaliação sobre o sector de plásticos no País, Claudino de Lemos considerou positivo.

“Em Angola o investimento de plástico é bom”, disse, justificando que, “se não fosse, não teríamos tantas empresas de plásticos apesar da concorrência”.

Ressalvou depois , dizendo que as empresas de plástico “não são concorrentes umas das outras” por que cada tem a sua especialidade.

“Eu não vejo nenhuma concorrência nos cinco anos que cá estamos por que temos uma empresa que faz os nossos moldes exclusivos, um designer particular”, reconheceu.

Mão-de-obra qualificada

Claudino de Lemos elegeu a contratação de mão-de-obra qualificada para operar e instalar as máquinas como uma das dificuldades, que para satisfazer as necessidades as vezes recorre ao mercado externo.

“Trabalhamos muito com Indianos por entenderem de plásticos”, exemplificou.

A fábrica que iniciou actividade em 2017, com um investimento de 12 milhões USD em infra-estruturas, começou o processo produção propriamente dita em 2018.

Tem um volume de negócio na ordem dos 200 milhões Kz mensais e dois biliões Kz anuais, cotando com uma força de trabalho de 117 colaboradores, dos quais 9 são expatriados.

A matéria-prima, o polipropileno, é adquirida na Arábia Saudita, Coreia, Tailândia, Taiwan e França, enquanto o equipamento é proveniente da China.