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Portucel considera que Moçambique pode aproveitar mercado asiático de madeira e papel

O presidente da Portucel Moçambique defendeu hoje que o país tem potencial para responder à forte procura de madeira e papel por parte da Ásia, através dos projectos de plantação florestal em curso no país.

20 Nov 2019 / 10:45 H.

“Moçambique pode ter um lugar muito especial e muito relevante na exportação para a Ásia, uma região que tem défice de madeira e défice de fibra”, frisou João Lé.

Aquele responsável abordou o projeto da Portucel (parte da portuguesa Navigator) em Moçambique, quando falava no encontro anual da plataforma New Generation Plantation (NGP), que se realiza hoje e quarta-feira em Maputo, sob o lema “Prosperidade Social e Gestão Sustentável da Paisagem Rural”.

A plataforma é uma iniciativa do WWF em parceria com governos e empresas em busca de formas de gestão sustentável de florestas.

Para aproveitar a disponibilidade de madeira que será criada pelas plantações florestais em curso, o país tem de ultrapassar os constrangimentos de ordem logística, principalmente o défice de infraestruturas de comunicação e transportes.

“Sem logística, não há transporte nem acesso às áreas de produção. É fundamental que o país desenvolva a logística”, reiterou João Lé.

O presidente da comissão executiva da Portucel Moçambique referiu que a companhia já investiu 120 milhões de dólares (108,3 milhões de euros) no seu projecto florestal de eucalipto na região Centro do país africano para alimentar uma futura fábrica de estilha de madeira, numa primeira fase, e pasta de papel posteriormente.

Até ao final da segunda fase do projecto, serão aplicados 2,5 mil milhões de dólares (2,25 mil milhões de euros), acrescentou João Lé, sem definir prazos.