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O novo “boom” de linhas aéreas em África

Países africanos atravessam um verdadeiro “boom” de novas linhas aéreas estatais, comparável àquele dos anos 60 e 70, após a independência. Mas, por enquanto, as companhias ainda não conseguem fazer lucros.

13 Set 2019 / 09:12 H.

O avião do tipo Bombardier da “Uganda Airlines” aterrou na capital queniana, Nairobi, o primeiro voo depois companhia aérea nacional retomar as operações no final de agosto.

Após vinte anos de paragem, os ugandeses estão muito orgulhosos deste projecto nacional, diz o analista Angelo Izama: “A julgar pelas reações na internet até parece que estamos a enviar alguém para a lua”.

Os motivos do Governo ugandês não se prendem tanto com o orgulho nacional e são mais pragmáticos. Os ugandenses gastam cerca de 450 milhões de dólares norte-americanos em viagens aéreas com empresas estrangeiras. É dinheiro que ficará no país se optarem pela companhia nacional.

No Malawi, o Governo agora detém a maioria nas “Malawian Airlines”. O Gana está a planear uma nova companhia aérea pan-africana, enquanto a Tanzânia e o Senegal estão também a tentar revitalizar as suas companhias aéreas. Para mantê-la operacional, a África do Sul injecta somas generosas na empresa estatal “South African Airways”.