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Nova fábrica Dulceria Nacional incentiva produção de cacau e trigo

A firma vai incentivar a produção de matéria-prima no País, açúcar, cacau e trigo, permitindo atender a demanda deste ramo industrial e melhorar o resultado de escoamento destes produtos.

Luanda /
16 Jun 2022 / 08:24 H.

A maior unidade fabril de doces no País entrou em funcionamento nesta semana, no polo industrial de Viana, em Luanda, depois de inaugurada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Com um investimento de 45 milhões USD, a nova fábrica tem capacidade instalada de sete mil toneladas de bolachas por ano, 350 de chocolate e cinco mil toneladas de doces.

A unidade fabril vai gerar numa primeira fase 150 postos de trabalho, podendo atingir os 500 postos em pleno funcionamento.

Para o ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, o projecto representa uma “prova de confiança” dos investidores no mercado nacional em que uma das principais promessas do Executivo é a permanente melhoria do ambiente de negócios para atracção de investimentos como garante da diversificação económica.

O mesmo pensa Miguel Luís, membro do Conselho de Administração do polo industrial, que considerou o projecto uma “mais-valia” para o desenvolvimento do País para além de gerar um grande número de empregos para os jovens, a nível do perímetro mais também do ponto de vista social.

“Podemos categoricamente afirmar que o País vai conhecer pontos de vista diferentes em termos de empregabilidade económica, no que tange ao pagamento de impostos, podemos esperar deste projecto de grande importância avanços tecnológico, bem como a organização de recursos humanos”, diz numa alusão de que “conseguimos ter um número bastante elevado de técnicos nacionais, jovens especializados que vão fazer uma grande diferença para o desenvolvimento desta unidade fabril”.

Parque industrial do País

No período de 2019 a 2021, o País gastou 143 milhões USD com a importação e cerca de 258 mil toneladas de bens alimentares. Estes dados foram revelados pelo ministro da Indústria e Comércio, por ocasião da inauguração da referida fábrica.

Com a inauguração desta unidade de produção de bolachas, chocolates e rebuçados, o País passa a poupar pelo menos 37 milhões USD, indicou o ministro.

No total, o País dispõe de 60 unidades deste seguimento com uma capacidade instalada de 69, 800 toneladas por ano.

Assim, explicou o ministro, Luanda passa a ter 39 unidades, sendo a maior de todas a fábrica ora inaugurada.

Depois da capital do País, segue a província da Huíla que dispõe de cinco fábricas, Benguela com quatro, Namibe com quatro, Malanje com três, Cabinda, Cuanza-Norte, Huambo e Zaire com uma unidade cada.

Quanto à empregabilidade no sector, o País vai contar (no total em todas as unidades do empreendimento) com cerca de 39 487 pessoas empregadas.

Aposta na produção de cereais

A associação das indústrias transformadoras de grão de trigo está a celebrar acordos com produtores nacionais, para compra de toda produção para se impulsionar o cultivo deste cereal, assegurou o presidente da associação, César Rasgado.

De acordo com o presidente daquela associação, há no País uma indústria com capacidade de transformar um milhão e 200 mil toneladas de trigo.

“Do ponto de vista de transformação estamos no caminho certo, mas o mesmo não se pode dizer dos níveis de produção e de investimento, algo que os homens que se dedicam a essa actividade reclamam”, enfatizou.

Essas dificuldades passam pela falta de investimentos, cementes e condições melhoradas para se rentabilizar o aumento da cultura.

Com o preço do cereal a disparar no mercado internacional, o responsável apelou para aposta na produção interna, o que obriga os produtores nacionais a “entrar para este desafio”.

Para o presidente da associação das indústrias transformadoras de grão de trigo, o conflito russo contra à Ucrânia (dois países responsáveis por 30% do trigo comercializado mundialmente) pode ter implicações no mercado nacional.

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