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Marfilpe investe 4 milhões USD em infra-estruturas para transformação de rochas ornamentais

“A empresa veio criar alternativas de produtos novos para o conceito de transformação: trabalhamos desde a mina até a obra final”

Angola /
18 Mai 2022 / 11:16 H.

A Marfilpe, empresa de transformação de rochas ornamentais investiu quatro milhões USD em infra-estrutura, diz o director geral da empresa, Victor Teixeira em declarações ao Mercado.

Segundo Victor Teixeira, a empresa veio criar alternativas de produtos novos para o conceito de transformação. “ Trabalhamos desde a mina até a obra final”, afirmou.

“Há 12 anos o mármore era exportado para Portugal como matéria-prima e regressava como produto acabado, mas hoje é transformado, feito a medida até ao consumidor”, disse.

A Marfilpe está no país há 15 anos e foi criada pela Marfilpe Portugal para dar suporte a transformação da matéria-prima local, esta que ficou difícil de obter no início da COVID-19, forçando, na altura, a produção e consequente atraso na entrega das encomendas.

“Há 15 anos o País era um mercado emergente e houve a necessidade de empresas portuguesas sobretudo a Marfilpe criar uma filial em Angola para resolver alguns problemas que existiam na transacção de produtos que saiam de Portugal para Luanda, com a criação da Marfilpe Angola, conseguimos produzir mais e atender melhor os nossos clientes”, frisou.

Dificuldades

A principal dificuldade da empresa passa pela obtenção da matéria-prima, o que tem condicionado a actividade da empresa. Matéria-prima que depende do mercado nacional através da Rokafric e de outras empresas de extracção.

Se a matéria-prima é local, as máquinas que operam na empresa são provenientes de Portugal e China. “Temos máquinas que estamos a instalar de corte, pretendemos também instalar uma máquina de polimento que ainda não temos”, adiantou.

A empresa está presente em toda a cadeia de valor do sector das rochas ornamentais, sendo detentora de duas pedreiras (próprias em Portugal), de moleanos vidraço e ataíja, bem como de uma pedreira de mármore branco na região do Namibe, através de uma participação maioritária na empresa de direito angolano, a Rokafric. Possui também unidades de transformação no País e em Portugal, com tecnologia de ponta, que lhe permite fornecer todo o tipo de produtos, designadamente chapas, ou peças cortadas por medida com qualquer tipo de acabamento de superfície, tudo de acordo com as necessidades dos seus clientes.

A empresa conta com 15 colaboradores nacionais e um expatriado.