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Lucro do Credit Suisse recua 38% para 511 milhões no 3.º trimestre

O lucro do banco Credit Suisse recuou 38% no terceiro trimestre deste ano, para 546 milhões de francos suíços (511 milhões de euros), na comparação com idêntico período do ano fiscal anterior, revelou hoje o grupo financeiro suíço.

Luanda /
29 Out 2020 / 17:51 H.

O resultado líquido do banco surpreendeu os mercados, pois ficou aquém das expectativas que apontavam para os 597,3 milhões de francos suíços, segundo a agência Bloomberg.

A justificação para a queda do lucro, segundo a mesma agência, teve a ver com um pior desempenho na gestão de fortunas a nível internacional, uma área chave do Credit Suisse, apesar do recém-criado banco de investimento ter compensado em parte a queda com a sua actividade na Ásia.

As receitas, por sua vez, caíram 2% no terceiro trimestre, para 5,2 mil de francos suíços.

Em comunicado, o Credit Suisse, o segundo maior banco do país, explicou também que os resultados foram afectados negativamente pelas despesas de reestruturação, no montante de 107 milhões de francos suíços e pelas provisões para litígios, no valor de 152 milhões francos suíços.

Já as provisões para fazer face a perdas potenciais devido ao crédito concedido cifraram-se em 94 milhões de francos suíços, montante que ficou abaixo da previsão de 243,3 milhões de euros, mas acima do valor contabilizado no mesmo trimestre do ano anterior.

O banco aumentou os activos líquidos de novos clientes em 18 mil milhões de francos suíços e apresentou um rácio de capital core Tier 1 (um dos indicadores mais relevantes para a avaliação da robustez/solvabilidade) de 13%, ou seja, acima da estimativa que apontava para 12,5%.

Além disso, informou que vai recomprar pelo menos 1.000 milhões de francos em acções até 2021, seguindo seu maior rival, o grupo UBS, ao sinalizar um regresso à recompra de acções, segundo a Bloomberg.

Este regresso à recompra de acções surge após o supervisor suíço ter feito pressão junto da banca deste país para que esta conservasse o capital durante o auge da pandemia de COVID-19.