Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

Índia começa a testar criptomoeda própria para usar no comércio electrónico

O governo indiano diz que a medida é uma forma de tentar diminuir o recurso às transacções em dinheiro, facilitar transacções internacionais e proteger a população da volatilidade das moedas digitais privadas. A Índia tem também sido bastante restritiva no acesso das plataformas privadas de criptomoedas ao país e com esta medida cria uma alternativa controlada pelo banco central.

Luanda /
02 Dez 2022 / 11:59 H.

A Índia lançou ontem, 1 de Dezembro, a rupia digital. A iniciativa avança no retalho, em modo piloto, só com algumas lojas e bancos, para já, mas com intenção de vir a ser alargada a um público mais vasto e a um leque mais alargado de serviços.

As transacções com a e-rupia podem ser feitas a partir de uma carteira digital, que os bancos incluídos na experiência vão disponibilizar e que poderá ser guardada no telemóvel, segundo o site sapo noticias. A partir desta wallet será possível fazer transferências directas entre utilizadores e pagar compras em lojas, usando códigos QR que as lojas vão disponibilizar. O saldo da wallet poderá ainda ser convertido noutras formas de dinheiro, como depósitos bancários, explica uma nota do Banco Central da Índia, citada pelo Engadget.

O governo indiano diz que a medida é uma forma de tentar diminuir o recurso às transacções em dinheiro, facilitar transacções internacionais e proteger a população da volatilidade das moedas digitais privadas. A Índia tem também sido bastante restritiva no acesso das plataformas privadas de criptomoedas ao país e com esta medida cria uma alternativa controlada pelo banco central.

Como já se referiu, a medida faz por enquanto parte de um teste, integrando num processo de análise à possibilidade de lançar a nível nacional uma versão digital da rupia. A possibilidade começou a ser estudada pelo país há cerca de um mês.

Nesta fase inicial da experiência estão envolvidos quatro bancos e quatro cidades, mas já está prevista a participação de mais quatro bancos numa próxima fase do teste, na qual podem também vir a participar mais nove cidades. Os participantes na experiência, lojas e utilizadores, também vão integrar um grupo fechado.