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Hengye Electronics-Indústria duplica produção de contadores

A empresa vai implementar uma nova linha de produção de contadores pré-pagos de energia e água, o que vai garantir o aumento da capacidade instalada nos próximos dois meses.

Luanda /
18 Jul 2022 / 09:05 H.

A Hengye Electronics-Indústria prevê duplicar a produção de contadores pré-pagos nos próximos dois meses, passando de 500 mil para um milhão por ano, informou Frederico WL Pinnock Makilanda, presidente do Conselho de Administração da empresa.

Segundo Frederico WL Pinnock Makilanda, a Hengye Electronics-Indústria vai implementar uma nova linha de produção de contadores pré-pagos de energia e água, o que vai garantir o aumento da capacidade instalada nos próximos dois meses.

Com o aumento da capacidade instalada, a Hengye Electronics-Indústria poderá satisfazer (em aproximadamente 100%) a necessidade do mercado, tanto ao nível dos contadores pré-pagos de energia, como de água que estão a ser explorados agora em Angola.

O processo de produção, conforme disse, terá as mesmas fases a contar com as sete etapas onde a China dá início às três primeiras e em Angola dão continuidade as quatro restantes que passam pela montagem, calibragem, testagem e certificação.

Frederico WL Pinnock Makilanda garante que a partir do momento em que Angola tiver disponível matéria-prima necessária para a produção, a unidade fabril vai passar a realizar as sete etapas no País, mas realça que será um processo demorado tendo em conta o know-how.

A Hengye Electronics-Indústria conta actualmente com mais de 500 trabalhadores, mas poderá aumentar para 900 com a instalação da segunda linha de produção.

Plano de expansão

Sem detalhar Frederico WL Pinnock Makilanda, avançou que a empresa por ele presidida está a participar de um concurso público de fornecimento de contadores às províncias de Luanda, Benguela, Moxico e Huambo.

Por agora, disse, o objectivo é ter equipas de apoio nas províncias citadas, como por exemplo call center e data center, à semelhança de Luanda, pois vão permitir a interacção com o consumidor em caso de reclamações.

“A diferença com a concorrência é que depois do aparelho apresentar uma anomalia o cliente traz para ser solucionado, se não for possível a reparação, o aparelho é substituído. Os nossos produtos também têm garantia e seguro”,disse.

Ainda sobre o plano de expansão, conforme se pôde colher do entrevistado, também vão passar a exportar para os países vizinhos, mas é uma questão que está em análise, porque actualmente o foco está no mercado local.

Frederico WL Pinnock Makilanda também disse que a empresa está a negociar com a Agência Nacional de Recursos Minerais e algumas concessões para iniciar a exploração de recursos minerais.

A empresa dirgida por Frederico WL Pinnock Makilanda pretende investir igualmente no sector do Oil end Gas e na exploração de madeira, tendo já solicitado a licença ao Ministério da Agricultura e Pescas.

“Vamos criar um modelo win-win e assim trabalhar com as cooperativas e fazendas no sentido de aumentar a produção e revender os produtos”.

A Hengye Electronics-Indústria, tal como disse, tenciona instalar uma unidade de processamento dos produtos, depois revender ao mercado local e exportar para outros mercados.

Tendo em conta a carência, aquela unidade fabril vai produzir, nos próximos três ou quatro anos, materiais hospitalares.

Avaliação do Sector privado

Para o responsável máximo da Hengye Electronics-Indústria, a economia de um país depende (em parte) do sector privado, como por exemplo na geração de emprego, por isso apelou ao Executivo para dar maior atenção às empresas privadas.

Para Frederico Makilanda, se o Executivo não consegue dar oportunidade ao sector privado fica complicado para os empresários suportar o mercado.

“Como empresário já fazemos a nossa parte, que é investir mesmo correndo riscos de não ter retorno”.

Ainda sim, reconheceu o esforço da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX) por lhes acompanhar durante o processo de criação da fábrica e colocá-los a par das vantagens que teriam em investir no País.