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Galp quer entrar nas energias renováveis nos EUA

A Galp é líder na energia solar na Península ibérica após ter, em Setembro de 2020, concluído a constituição de uma ‘joint venture’ com a espanhola ACS para desenvolver uma carteira de projectos em Espanha, com uma capacidade de geração de energia total de 2,9 gigawatts (GW)

Luanda /
04 Nov 2021 / 11:06 H.

A Galp Energia quer a prazo entrar no mercado das renováveis nos Estados Unidos, onde vê procura “enorme” e na Casa Branca uma administração determinada em apostar nas energias alternativas, afirmou o presidente executivo da empresa, Andy Brown.

A Galp anunciou que vai terminar a actividade de prospecção e pesquisa de novos campos de petróleo e gás a partir do início de 2022, reiterando que, até 2030, tem como objectivo reduzir as emissões absolutas das operações em 40%.

Em Junho deste ano a empresa informou, durante o ‘Capital Markets Day’, que pretende alocar cerca de 50% do investimento líquido anual de entre 800 milhões e mil milhões de euros em energias renováveis, com a diversificação tecnológica e também geográfica.

Em entrevista à Lusa durante a Web Summit, em Lisboa, Brown disse que há “três regiões nas quais estamos particularmente interessados: Europa, América Latina e América do Norte e vamos olhar para elas nessa sequência”.

A Galp é líder na energia solar na Península ibérica após ter, em Setembro de 2020, concluído a constituição de uma ‘joint venture’ com a espanhola ACS para desenvolver uma carteira de projectos em Espanha, com uma capacidade de geração de energia total de 2,9 gigawatts (GW), um estatuto que reforçou em Agosto deste ano com a aquisição de projectos fotovoltaicos, também em Espanha, com capacidade de 220 megawatts.

Em Outubro, a empresa anunciou que vai entrar no mercado das renováveis no Brasil, com dois projectos solares, com capacidade total de 594 MWp, em desenvolvimento nos estados da Bahia (282 MWp) e do Rio Grande do Norte (312 MWp), que considera permitirem dar um “salto importante” na transformação do seu perfil de negócio e na redução da pegada carbónica.