Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

Fundo de Garantia de Crédito financia Candy Factory com cinco milhões USD

A unidade já produz pastilhas elásticas há duas semanas, rebuçados e sambapitos da marca “OKO”.

Luanda /
31 Out 2022 / 09:23 H.

O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) financiou cinco milhões USD a Candy Factory para montagem de indústria de confeitaria.

A nova fábrica de doces instalada na Zona Económica Especial Luanda- Bengo (ZEE) foi inaugurada esta semana pelo ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, que considerou o investimento uma “mola” impulsionadora para a diversificação da economia afim do País especializar-se na produção de produtos desta categoria.

Victor Fernandes disse ainda que, o sector não petrolífero deverá crescer mais do que o petrolífero do ponto de vista da indústria e comércio.

“Estamos a estimar um crescimento que chegará aos 7 %”, perspectivou, anunciando a inauguração de novas fábricas ainda este ano, mas sem avançar números.

“Este ano tivemos o final de processos complexos e com a pandemia, há projectos que não conseguiram chegar ao sucesso mas estamos a crer que vamos manter a rota do crescimento”, sustentou.

A fábrica resulta de uma parceria entre dois agentes de distribuição em Angola, as franco-angolanas Coconuts e Oxbow e a Nelt, esta última empresa de referência nos países dos Balcãs no ramo da distribuição e logística.

O Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito (PCA), Luzayadio Simba falou da essência daquele fundo - apoiar as micro, pequenas e médias empresas, uma vez que esta franja não tem garantia para prestar à banca comercial.

“O Estado por via do fundo presta esta garantia”, explicou, enfatizando que o fundo existe há 10 anos e já apoiou acima de 800 empresas a nível nacional.

Por sua vez, o sócio fundador da fábrica Federico Crespo, refere que a unidade fabril investiu no total 15 mil milhões Kz, possuindo uma capacidade instalada de 6.700 toneladas por ano e 15 toneladas por dia, o que corresponde pelo menos 40% do consumo nacional.

Questionado sobre a perspectiva de reembolso do montante, Federico Crespo diz tratar-se de um investimento de médio e longo prazo, pelo que perspectiva ter o retorno e continuar a investir num período de cinco anos.

A unidade já produz pastilhas elásticas há duas semanas, rebuçados e sambapitos “OKO”, uma marca criada por “angolanos e feita por angolanos”.

A fábrica utiliza tecnologia da Alemanha, Holanda e França, com três linhas de produção, sendo que a matéria-prima é adquirida localmente e no exterior, nomeadamente Itália e Brasil.

A capacidade instalada, de acordo com Federico Crespo, permite cobrir perto de 100 % do consumo nacional de transformação da cana-de-açúcar que, em breve, poderá conquistar consumidores de países vizinhos, contribuindo para a diversificação da economia, bem como substituir as importações para o fomento da exportação.

“É para nós um grande orgulho fazer parte de um grupo de empresas pioneiras que acreditam que Angola tem o potencial para se tornar uma referência em África na produção de confeitaria”, afirmou.

A fábrica criou até ao momento, 90 postos de trabalho directos e indirectos, com perspectiva de gerar 350 num período de dois anos.

“Hoje com a aposta feita no capital humano nacional, pretendemos alargar com a criação da “Candy Factor Academia” para dar formação e potenciar o pessoal enquadrado, porque o objectivo é aumentar os postos de trabalho”, revelou.