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Fundo de Capital de Risco Africano apoia startups angolanas com 250 mil USD

“A equipa de investimento tem contacto muito próximo com o ecossistema de Angola e já há conversa com alguns empreendedores, estando a equipa pronta para investir uma parte substancial do fundo em pouco tempo”.

Angola /
17 Mai 2022 / 09:02 H.

O Fundo de Capital de Risco Africano prevê financiar startups angolanas, no âmbito do memorando de entendimento rubricado com a Acelera Angola, assegurou José Carlos, managing partner da ‘incubadora’ angolana, em declarações ao Jornal Mercado.

Segundo José Carlos, serão financiadas (com o montante que varia de 50 a 250 mil USD) as startups cujas actividades tenham impacto na resolução dos problemas no País e no continente ou integrem empreendedores com capacidade de execução demonstrada.

As startups financiadas no âmbito deste programa (disse) terão maior visibilidade no mercado nacional e continental porque serão acompanhadas pela Acelera Angola, aceleradora de micro e pequenas empresas, que proporciona ferramentas para ajudar a alavancar ideias de negócio ou sociedades empresariais já estabelecidas no mercado.

Para garantir a materialização do programa, à luz do memorando assinado recentemente com o Fundo de Capital de Risco Africano, a Acelera Angola (afirmou) vai servir-se da equipa de investimento que acompanha as startups financiadas por ela.

“A equipa de investimento tem contacto muito próximo com o ecossistema de Angola e já vem conversando com alguns empreendedores e está pronta para investir uma parte substancial do fundo em pouco tempo”, disse José Carlos, em declarações ao Mercado.

O managing partner também esclareceu o propósito da instituição financeira africana. “O Fundo de Capital de Risco Africano tem a missão de construir para um ecossistema que investe em africanos e não só, resolver problemas de África, por isso procura em Angola alargar a área de actuação a nível do continente”.

Para José Carlos, o memorando vem confirmar a parceria da Acelera Angola com o principal investidor de startups em África. Juntas (disse) vão criar um veículo de financiamento para as startups nacionais e as do sul do continente com conhecimento, network para ampliar os negócios e o crescimento.

Ainda sobre o memorando ora rubricado, disse que inicialmente vão lançar um veículo de investimento de apoio ao empreendedorismo além-fronteira para abrir o mercado angolano e africano a startups africanas, bem como a investidores internacionais.

“Acreditamos que este é o primeiro passo para algo que pode vir a ser muito maior. Começamos por Angola pois é onde estamos, e queremos ver crescer. Mas, pretendemos ter uma presença e actuação na África como um todo. Começamos pelo Sul a fim de atrair mais atenção para Angola”, afirmou.

O Fundo de Capital de Risco Africano tem um portfólio de investimento em mais de 60 empresas, em sectores da tecnologia, transporte, saúde, educação, petróleo e gás, comércio electrónico.

Acelera Angola foi fundado em 2017, com a missão principal de estimular o ecossistema empresarial através da entrega de novos modelos que trariam inovação, empreendedorismo, inclusão, literacia digital, melhor recolha de dados e partilha de informação, e tomariam partido do esforço entre as necessidades e as soluções.