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EUA ponderam entrar na Nokia e na Ericsson para combater a Huawei

O Procurador Geral dos Estados Unidos, William Barr, disse que o governo, privados de confiança ou ambos devem tomar uma posição de controlo nas duas empresas europeias para travarem o crescimento da multinacional chinesa.

China /
07 Fev 2020 / 11:31 H.

O procurador geral dos Estados Unidos, William Barr, afirmou que os Estados Unidos deveriam ponderar a possibilidade do estabelecer um músculo financeiro forte no capital social da finlandesa Nokia e da sueca Ericsson para que os dois grupos europeus contrariem o domínio da Huawei na próxima geração da tecnologia de telecomunicações 5G naquela região do globo.

A afirmação surge depois de o governo do Reino Unido ter firmado um acordo que permite a entrada do gigante chinês das telecomunicações no país – apesar de Donald Trump, presidente norte-americano, tudo ter feito para convencer os britânicos do contrário.

Numa declaração que os comentadores dizem ser “notável” e que demonstra até onde os Estados Unidos estão dispostos a ir contra a Huawei, Barr disse, numa conferência em Washington sobre espionagem económica a partir da China, que “através da propriedade americana de uma participação controladora, diretamente ou através de um consórcio de empresas americanas e aliadas privadas”, seria possível travar a multinacional chinesa.

“Colocar o nosso grande mercado e força financeira atrás de uma ou de ambas as empresas torna-las-iam concorrentes e eliminaria as preocupações” sobre a Huawei. “Nós e os nossos aliados mais próximos certamente precisamos de considerar ativamente essa abordagem”, acrescentou, citado pela agência Reuters.

Barr disse que a China emergiu como o “principal adversário geopolítico” dos Estados Unidos, acrescentando: “A China fez pirataria e agora lidera o 5G ... Eles já conquistaram 40% do mercado“.

O governo dos Estados Unidos adicionou a Huawei à lista negra das empresas consideradas ‘perigosas’ para os interesses da federação, afirmando que o grupo chinês está envolvida em atividades contrárias à sua segurança nacional.

A adminiistração Trump tem-se desdobrado em conference call com vários órgãos de comunicação social europeus – entre os quais o JE – na tentativa de provar que a presença da Huawei no território da União Europeia é contrária à segurança regional. Mas, para já, as invetivas da Casa Branca têm surtido pouco ou nenhum efeito – tanto mais que as opções europeias ‘são cair nos braços’ dos chineses ou no dos norte-americanos.

Recorde-se que o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva no ano passado declarando emergência nacional e impedindo as empresas norte-americanas de usarem equipamentos de telecomunicações fabricados por empresas que representam um risco à segurança nacional.