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Especialistas defendem que organizações ágeis estão no centro das preocupações dos empresários

O programa tem como objectivo desenvolver competências comportamentais a nível do contexto organizacional das empresas, valorizando o papel que estas desempenham na tomada de consciência de cada profissional.

Luanda /
08 Jun 2022 / 10:13 H.

As organizações ágeis estão no centro das preocupações das pessoas e empresas tendo em conta as incertezas e necessidade de rápida adaptação potencializadas pela pandemia da COVID-19, defenderam os especialistas durante a quarta edição do programa “Ser”, realizado pela Academia BAI, que decorreu sob o tema “Transformação ágil nas organizações”.

No evento, que decorreu de 31 de Maio a 03 de Junho do corrente ano, em Luanda, o CEO da Pumangol, Ivanilson Machado, afirmou que a empresa que dirige tornou-se ágil com o processo de transição de um accionista multinacional.

“Todo esse processo desde a pandemia e que culminou com inúmeras distinções para o nosso negócio, fomos portanto afectados, tivemos que ser resilientes, comunicar bastante e encontrar alternativas, porque os decretos limitavam os horários de aberturas, limitavam o número de pessoas nas ruas, limitava o consumo de álcool e uma série de coisas”, acrescentou.

O presidente da Comissão Executiva, do Banco Angolano de Investimento (BAI), Luís Lélis, afirmou que o programa faz parte da estratégia de desenvolvimento do capital humano do banco de modo a transmitir conhecimento e competências para a sociedade.

Numa mesa redonda à margem do tema sobre “Organizações Ágeis”, apresentado no primeiro dia do certame, o PCE do BAI disse que a rapidez e profissionalismo com que o banco se adaptou aos transtornos causados pela COVID-19, fizeram com que a instituição que dirige continuasse a obter resultados positivos e “continuar a trabalhar de forma a serem os líderes no sistema financeiro bancário em Angola”.

Em resposta ao posicionamento do banco BAI em relação ao crédito habitação lançado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), Luís Lélis disse, na ocasião, sem avançar dados, que o BAI já oferece há 15 anos o crédito habitação.

A única vantagem é que com o novo instrumento do BNA, as taxas de juro antes variam entre 15 e 20%, e agora o cliente vai beneficiar de taxas subsidiadas ou bonificadas.

“Nós continuamos a trabalhar, percebemos a mensagem e obviamente ser proprietário de uma casa faz parte dos princípios bases enquanto seres humanos”.

O programa tem como objectivo desenvolver competências comportamentais a nível do contexto organizacional das empresas, valorizando o papel que estas desempenham na tomada de consciência de cada profissional sobre o seu valor e a interligação deste com a estratégia da empresa, interiorização da missão, assunção de compromisso e obtenção de resultados.

Durante os quatro dias do evento o Programa “Ser Pro, Ser Tic, Ser Líder, Ser Cidadão, ” desenvolveu-se desenvolver temas como “Transformação Ágil”, Ser Pro - Mindset Ágil”, Ser Tic -Transformação Digital & Inovação” e Ser Líder - O líder da nova era”.

Fizeram parte do certame distintas personalidades da gestão de empresas angolanas, com destaque para a CEO da Academia BAI, Noelma Viegas D’Abreu, PCA do Banco BAI, Luís Lélis, PCE da Pumangol, Ivanilson Machado, bem como líderes e profissionais de alta performance de diferentes sectores de modo a assegurar aos participantes do Programa Ser a capacitação do “Modelo Ágil”.

Desenvolvido pela Academia BAI, o programa SER assegura, a cada ano, a valorização do capital humano com recurso a metodologias e ferramentas de formação e ensino disruptivas e inovadoras, talhadas para a criação de uma consciência estratégica firmada no trinómio captação, criação e entrega de valor.