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Emadel investe 5,4 milhões USD em fábrica de mobiliário na Zona Económica Especial

É investimento próprio. Até aqui a empresa não obteve qualquer crédito ou apoio do Estado para fazer face ao choque financeiro associado também à COVID-19.

Luanda /
28 Jun 2021 / 13:05 H.

A Emadel, empresa com forte cultura no sector madeireiro na província da Huíla investiu um total de 5,4 milhões USD na compra de uma fábrica na Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEE) no âmbito do seu plano de expansão.

Dos 5,4 milhões USD, 4,4 milhões USD destinaram-se a compra das instalações para nova fábrica de mobiliário doméstico e de escritório e mil milhão USD para aquisição de máquinas, equivalentes a 19% do valor do investimento.

“Neste momento estamos a expandir a empresa para Luanda, com a compra de uma fábrica na ZEE onde iremos montar uma indústria de derivados de madeira, carpintaria e mobiliário”, diz em exclusivo ao Mercado o director comercial da Emadel, Vítor Cunha.

A Emadel surgiu em 1999 na Huíla e foi criada como indústria de madeiras para apoiar o desenvolvimento daquela província.

Com previsão de início de actividade até final deste ano, a nova fábrica da Emadel vai gerar 200 postos de trabalho. “A indústria vai empregar cerca de 200 trabalhadores e esperamos começar a laborar no final deste ano”, revelou Vítor Cunha.

Alem de já ter um showroom na cidade de Luanda e no Lubango, refere o gestor, o objectivo de abrir mais dois em diferentes partes de Luanda de forma a chegar ao cliente final.

Média empresa, com 194 funcionários, a Emadel tenciona transformar-se em breve em grande empresa depois de ultrapassar a barreira dos 200 novos postos de trabalho com a fábrica já a instalar.

Tecnologia, nova tendência

A empresa, segundo o seu director comercial, adquiriu máquinas de última geração de origem portuguesa: linha de acabamento automática com secagem (UV- luz ultra violeta); linha de folheamento de placas, lixadoras, calibradoras; máquinas de controlo por computador, que basta inserir os comandos no computador para ela efectuar o trabalho: corta, fura, etc, conforme os comandos inseridos no computador.

Vítor Cunha justifica a aposta na tecnologia pelo facto do sector industrial de transformação de madeira sofrer “imensos progressos” a nível tecnológico e de diversificação de produtos. “Há 30 anos era essencialmente uma indústria com equipamentos básicos, hoje em dia já há indústrias como a Emadel e outras que têm equipamentos com tecnologia actual a nível mundial, com uma diversidade de produtos que reduz muito as necessidades de importação.

Contudo, graças a essa aposta a empresa representa hoje uma cota de mercado no sector que actua entre os 5% e 10%. “Apesar dos dados serem reduzidos sobre a globalidade do mercado (madeira serrada, carpintaria, mobiliário, etc.), mas estima-se que tenhamos esta cota de mercado”, indica o gestor.

Desafios da matéria-prima

A Emadel utiliza matérias-primas importadas de que a produção não existe em Angola, desde placas de derivados de madeira, orlas, ferragens, etc, mas há alguns anos que se foca na utilização de “madeira maciça angolana”. “A madeira maciça é comprada localmente a fornecedores licenciados para o fazer”, diz numa alusão de que as placas de derivados de madeira (Folheados, Melaminas, Fenólicos, MDF, entre outros são adquiridos em Portugal e África do Sul.

Poder de compra caiu

Vítor Cunha adianta que não tem sido fácil manter-se no seu ramo de actividade devido a conjuntura no mercado nacional e internacional, o que obrigou a reorganização da empresa. “As exigências são maiores e o poder de compra também caiu. Isso obriga a repensar a estrutura e os produtos, mantendo a mesma qualidade mas a preços mais competitivos”, afirma.

A crise económica e financeira está associada à COVID-19 que dificulta a vida das empresas. “Sim claro, a COVID-19 está a interferir. Temos mais dificuldades na importação de matérias -primas, transtorno das viagens, tanto nacionais como internacionais”, lamenta aquele director comercial.

Separação selectiva dos resíduos

Amiga de um meio ambiente saudável, a Emadel carrega uma larga experiência na separação selectiva dos resíduos. Ou seja, os resíduos de madeira têm sido valorizados como venda para lenha, a serradura para a Agro-pecuária. Os restantes resíduos têm sido vendidos para empresas recicladoras, havendo bastante dificuldade em ter operadores de resíduos a fazê-lo na província da Huíla”, ressalta.

A Emadel em números

Transformação de madeira, serração e marcenaria (produção de mobiliário geral) Investimento global até 2018 2,5 mil milhões USD Plano de investimento para 2019 / 2023 8 milhões USD (para suporte aos novos equipamentos e as novas unidades de produção). Volume negócios 2019: 2.9 mil milhões Kz Volume negócios 2020 : 2,4 mil milhões Kz Principais dificuldades da Emadel: arranjar mão -de -obra especializada; dificuldades de liquidez acompanhando a conjuntura de mercado; burocracia na elaboração de processos de licenciamentos, exportação, etc.

A Emadel, empresa com forte cultura no sector madeireiro na província da Huíla investiu um total de 5,4 milhões USD na compra de uma fábrica na Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEE) no âmbito do seu plano de expansão.

Dos 5,4 milhões USD, 4,4 milhões USD destinaram-se a compra das instalações para nova fábrica de mobiliário doméstico e de escritório e mil milhão USD para aquisição de máquinas, equivalentes a 19% do valor do investimento.

“Neste momento estamos a expandir a empresa para Luanda, com a compra de uma fábrica na ZEE onde iremos montar uma indústria de derivados de madeira, carpintaria e mobiliário”, diz em exclusivo ao Mercado o director comercial da Emadel, Vítor Cunha.

A Emadel surgiu em 1999 na Huíla e foi criada como indústria de madeiras para apoiar o desenvolvimento daquela província.

Com previsão de início de actividade até final deste ano, a nova fábrica da Emadel vai gerar 200 postos de trabalho. “A indústria vai empregar cerca de 200 trabalhadores e esperamos começar a laborar no final deste ano”, revelou Vítor Cunha.

Alem de já ter um showroom na cidade de Luanda e no Lubango, refere o gestor, o objectivo de abrir mais dois em diferentes partes de Luanda de forma a chegar ao cliente final.

Média empresa, com 194 funcionários, a Emadel tenciona transformar-se em breve em grande empresa depois de ultrapassar a barreira dos 200 novos postos de trabalho com a fábrica já a instalar.

Tecnologia, nova tendência

A empresa, segundo o seu director comercial, adquiriu máquinas de última geração de origem portuguesa: linha de acabamento automática com secagem (UV- luz ultra violeta); linha de folheamento de placas, lixadoras, calibradoras; máquinas de controlo por computador, que basta inserir os comandos no computador para ela efectuar o trabalho: corta, fura, etc, conforme os comandos inseridos no computador.

Vítor Cunha justifica a aposta na tecnologia pelo facto do sector industrial de transformação de madeira sofrer “imensos progressos” a nível tecnológico e de diversificação de produtos. “Há 30 anos era essencialmente uma indústria com equipamentos básicos, hoje em dia já há indústrias como a Emadel e outras que têm equipamentos com tecnologia actual a nível mundial, com uma diversidade de produtos que reduz muito as necessidades de importação.

Contudo, graças a essa aposta a empresa representa hoje uma cota de mercado no sector que actua entre os 5% e 10%. “Apesar dos dados serem reduzidos sobre a globalidade do mercado (madeira serrada, carpintaria, mobiliário, etc.), mas estima-se que tenhamos esta cota de mercado”, indica o gestor.

Desafios da matéria-prima

A Emadel utiliza matérias-primas importadas de que a produção não existe em Angola, desde placas de derivados de madeira, orlas, ferragens, etc, mas há alguns anos que se foca na utilização de “madeira maciça angolana”. “A madeira maciça é comprada localmente a fornecedores licenciados para o fazer”, diz numa alusão de que as placas de derivados de madeira (Folheados, Melaminas, Fenólicos, MDF, entre outros são adquiridos em Portugal e Africa do Sul.

Poder de compra caiu

Vítor Cunha adianta que não tem sido fácil manter-se no seu ramo de actividade devido a conjuntura no mercado nacional e internacional, o que obrigou a reorganização da empresa. “As exigências são maiores e o poder de compra também caiu. Isso obriga a repensar a estrutura e os produtos, mantendo a mesma qualidade mas a preços mais competitivos”, afirma.

A crise económica e financeira está associada à COVID-19 que dificulta a vida das empresas. “Sim claro, a COVID-19 está a interferir. Temos mais dificuldades na importação de matérias -primas, transtorno das viagens, tanto nacionais como internacionais”, lamenta aquele director comercial.

Separação selectiva dos resíduos

Amiga de um meio ambiente saudável, a Emadel carrega uma larga experiência na separação selectiva dos resíduos. Ou seja, os resíduos de madeira têm sido valorizados como venda para lenha, a serradura para a Agro-pecuária. Os restantes resíduos têm sido vendidos para empresas recicladoras, havendo bastante dificuldade em ter operadores de resíduos a fazê-lo na província da Huíla”, ressalta.

A Emadel em números

Transformação de madeira, serração e marcenaria (produção de mobiliário geral) Investimento global até 2018 2,5 mil milhões USD Plano de investimento para 2019 / 2023 8 milhões USD (para suporte aos novos equipamentos e as novas unidades de produção). Volume negócios 2019: 2.9 mil milhões Kz Volume negócios 2020 : 2,4 mil milhões Kz Principais dificuldades da Emadel: arranjar mão-de-obra especializada; dificuldades de liquidez acompanhando a conjuntura de mercado; burocracia na elaboração de processos de licenciamentos, exportação, etc.