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Dooh Ponto projecta mais de mil empregos nos próximos cinco anos

O plano resulta de um processo de reestruturação interna do negócio, olhando para aquelas províncias que oferecem condições para a expansão da rede a nível nacional.

01 Fev 2021 / 08:36 H.

A rede de franquia Dooh Ponto pretende criar cerca de mil postos de trabalhos nos próximos cinco anos e expandir as suas actividades em todo o País, revelou ao Mercado, Helivelton Francisco, director geral da empresa.

O plano da Dooh Ponto, segundo o entrevistado, resulta de um processo de reestruturação interna do negócio, olhando para aquelas províncias que oferecem condições para a expansão da rede a nível nacional.

A crença na expansão do negócio, por parte de Helivelton Francisco, fundador do projecto, reside no facto de a empresa estar a atravessar um dos seus melhores momentos, apesar dos condicionalismos impostos pela COVID-19.

Embora a Dooh Ponto tenha tido uma redução na facturação, de cerca de 40%, causada pela pandemia mundial, em 2020 a empresa logrou um saldo positivo, de acordo com Helivelton Francisco, justificando que a empresa conseguiu organizar-se antes da descoberta do vírus SARS-CoV-2.

“Hoje vendemos mais de dois mil hambúrgueres por dia, fruto da nossa estratégia”, assegura Helivelton Francisco. Refere que a expansão da firma deve ocorrer por meio de franquias.

“Criamos no mercado local um novo modelo de negócio e não temos lojas próprias. Com isto damos a oportunidade a investidores e potenciais empreendedores a apostarem num negócio já testado e aprovado, reduzindo os riscos de abrir um negócio novo”, esclarece.

O fundador da primeira franquia de fast-food nacional realçou que por ano a facturação da empresa não fica abaixo dos 300 milhões Kz. Reforça facto de Angola ser um mercado emergente, promissor e com muita margem decrescimento num futuro próximo, sobretudo para negócios que são muito apelativos como os fast-foods.

Helivelton Francisco vê na distribuição de produtos no País muitos problemas, por isso acredita que se depender do mercado local dificilmente conseguirá manter um padrão dos produtos, porque os preços das matérias-primas estão sempre a alterar. “Então temos de arranjar alternativas no estrangeiro e não temos como não fugir à importação”, afirma.

Divisas

No capítulo das divisas, o entrevistado explica que tem superado o dilema com o apoio da loja sul africana para os pagamentos no exterior, sem depender dos bancos nacionais para o efeito.

“Foi uma das estratégias nossa contar com uma empresa naquele País, uma vez que a África do Sul recebe, de certo modo, tudo que existe na Europa e do resto do mundo e por meio daquele país conseguimos fazer chegar a Angola os produtos necessários para o desenvolvimento da nossa actividade”, explica.

Sobre a parceria com a distribuidora de combustíveis Pumangol, para criação de Drive Thru (serviço de vendas de fast food), Helivelton Francisco diz que o facto constitui um grande marco.

“Este conceito de negócio é muito funcional, onde as duas empresas tiram vantagens. No começo tentamos uma parceria com a Sonangol e não obtivemos resposta e tivemos de arranjar outras alternativas e a Pumangol, que é uma empresa jovem e gerida por jovens com uma mente mais aberta, rentabilizou o seu próprio espaço”, explicou.

Helivelton Francisco observou ainda que a responsabilidade social constitui o foco da empresa. “Se nós ganhamos devemos dar em troca alguma coisa, isto é uma cultura implantada no negócio”, frisa.

Neste aspecto, o responsável sublinhou que a empresa presta ajuda, com patrocínio a estudantes universitários que precisam de apoio financeiro ou de materiais académicos, cadeias televisivas que têm programas infantis, entre outros.

“O nosso foco é sempre o infantil, por vezes temos 150 a 200 crianças nas lojas a consumirem de graça e já fazíamos acções do género em lares antes da pandemia”, frisou Helivelton Francisco.