Mercado de valores
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CMC enceta estratégia para dinamizar mercado até 2022

15 anos depois da sua criação o regulador do mercado de capitais no País soma os resultados que contribuíram na dinamização do mercado de dívida publica, do segmento de investimentos colectivos e o surgimento da dívida corporativa.

Luanda /
22 Mar 2020 / 16:48 H.

A Comissão do Mercado de Capitais celebrou nesta quarta-feira, 18 de Março, 15 anos de existência, em exclusivo para o Mercado o presidente da CMC, Mário Gavião, fala da estratégia de actuação para o quinquénio 2017-2022.

Faz saber que no domínio da promoção do mercado a estratégia assenta no desenvolvimento dos principais segmentos do mercado de valores mobiliários e instrumentos derivados, nomeadamente o mercado de dívida pública, o mercado de dívida corporativa, os fundos de investimentos, o mercado de acções e o mercado de derivados.

Com a execução da estratégia, foi assim possível implementar a Central de Valores Mobiliários (CEVAMA) na BODIVA, o que permitiu não só iniciar as negociações em mercado multilateral, como ter um maior controlo dos títulos negociados.

Registou-se um aumento da liquidez na BODIVA, com uma taxa média anual de crescimento de 34,94% nos últimos 3 anos, e um crescimento médio no número de negócios de 33,01%, no mesmo período, segundo dados da BODIVA.

“Para o mercado de dívida pública a nossa estratégia passava por aumentar o grau de previsibilidade das emissões de títulos públicos, melhorar a fungibilidade das emissões e auxiliar na preparação das condições para o surgimento dos Operadores Preferenciais de Títulos do Tesouro” revela.

O desenvolvimento do mercado de dívida corporativa, por regra, está fortemente relacionado com o desempenho do mercado de dívida pública.

Neste período foi realizada uma primeira emissão, em 2018, mas fruto das condições macro-económicas que o País vive, designadamente, a inflação e as taxas de juros dos títulos públicos, tornou-se difícil a estruturação de mais operações.

“Em boa verdade, a emissão e o desenvolvimento do mercado de dívida corporativa depende sempre da percepção que os investidores têm sobre os riscos, por um lado, e das rentabilidades que podem auferir no mercado concorrencial, no caso, o mercado de dívida pública.

Digamos que o preço a que o Estado hoje se financia, fruto da conjuntura que vivemos, obrigaria às empresas a pagarem um prémio de risco, que em determinados casos inviabilizaria os projectos”, explana.