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Clover prevê aumentar stock de mercadorias em Angola

A Clover e parceiros tencionam, no próximo ano, dar seguimento ao projecto da produção local, que ficou por se efectivar devido à pandemia da COVID-19.

Luanda /
21 Set 2022 / 08:04 H.

Clover Angola, distribuidora oficial dos lacticínios produzidos pela sul-africana Clover, pretende aumentar o stock ainda este ano para 380 ou 400 toneladas por mês, face ao crescimento da procura, disse o director-geral, Alexandre Stigert, em declarações recentes ao Mercado.

Segundo Alexandre Stigert, actualmente a empresa que dirige armazena 310 toneladas por mês, numa área calculada em mil 600 metros quadrados, mas com capacidade para suportar o aumento da estocagem de mercadoria, proveniente da África do Sul.

Em termos de venda, assegurou, chega mensalmente ao consumidor final pelo menos 260 toneladas, o que representa 30% do portfólio dos produtos, “pensados na qualidade, tradição, família e saúde”.

Alexandre Stigert (representante de um dos maiores produtores de lacticínios em África) reforça, alegando que mensalmente chegam ao País mais de 310 toneladas, armazenadas no máximo.

Com viaturas próprias de distribuição a Clover-Angola, alegou, consegue satisfazer a demanda nos principais mercados (Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla e outros). Margarina , azeite, creme de leite,natas, sumos, queijos e principalmente o leite são os produtos mais procurados pelos consumidores. A Clover também faz distribuição a grosso.

Alexandre Stigert esclarece que para as províncias já mencionadas contam com uma força de trabalho acima de 200 trabalhadores para distribuição e marketing.

Quanto ao transporte, o director-geral da Clover-Angola assegurou que estão previstos ainda este ano a chegada de mais cinco viaturas para distribuição de produtos mais sensíveis(frescos) tais como queijo, margarina, iogurte e outros lacticínios.

Relativamente à escolha do território angolano, aponta a estabilidade da moeda nacional (kwanza), assim como as valências e oportunidades do País, como bases para o desenvolvimento e solidez industrial. “Quem olha para Angola enxerga grandes potencialidades naturais”.

Segundo dados fornecidos ao Mercado, a Clover e parceiros tencionam, no próximo ano, dar seguimento ao projecto da produção local, que ficou por se efectivar devido à pandemia da COVID-19.

Sem avançar o valor do investimento, o director-geral da Clover-Angola afirma que a unidade de produção será instalada, no município de Viana, província de Luanda, numa área de cerca de 28 mil metros quadrados. A unidade fabril, assegurou, está a ser concebida para atender o território nacional.

Ainda em declarações ao Mercado, Alexandre Stigert afirmou que este é um sector que tende a crescer em termos de produção, mas, aponta para a necessidade de existência de infra-estruturas (estradas) que permitam e facilite o escoamento dos produtos.

Ao longo da entrevista, confidenciou que a Clover-Angola é a única a comercializar sumos totalmente naturais. “Não temos concorrente neste segmento de negócio”.

A Clover, esclareceu, teve um investimento anual (desde 2021) estimado em 4 a 5 milhões USD.

Fundada na África do Sul há mais de 130 anos, em Angola há 13 anos, é especializada no fabrico de lacticínios e derivados em mais de 15 de África. Recentemente inaugurou o maior parque industrial de alimentos do continente em Durban (África do Sul).